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Clippings - 22/09/20

Após queda na movimentação, Pecém espera retomada de volume de minério dos últimos 3 anos

Expectativa é que volume de minério de ferro aumente em função da segunda fase de expansão da siderúrgica. VLI projeta aumentar transporte do insumo em 2021.

Após um período de queda na movimentação de minério de ferro durante a pandemia, o complexo portuário de Pecém (CE) espera que os volumes sejam retomados e mantenham a curva de crescimento que vinham sendo apresentados nos últimos três anos. Uma das expectativas está na ampliação da demanda da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). A capacidade instalada atual da siderúrgica é de produzir três milhões de toneladas de placas de aço por ano. A meta é dobrar essa capacidade, chegando a seis milhões de toneladas de placas de aço/ano produzidas na segunda fase do projeto.

“Esperamos que, nos próximos anos, o volume de minério aumente bastante em função da segunda fase de expansão da CSP”, projetou o gerente de negócios portuários do Complexo do Pecém, Raul Viana. Ele disse que, além dos desembarques, existem outros projetos que estão em desenvolvimento para possibilitar a exportação de minério de ferro através do porto. No entanto, como os projetos não estão consolidados, ainda é difícil prever qual seria o aumento de demanda e em qual horizonte de tempo. Também estão nos planos novas opções logísticas para escoar a produção e exportação de minério através do porto.

Nos oito primeiros meses de 2020, o complexo do Pecém (CE) movimentou mais de 2,7 milhões de toneladas de minério de ferro. Essa é uma das principais cargas movimentadas pelo Porto do Pecém, que operou uma média anual de aproximadamente 4,5 milhões de toneladas/ano de 2017 a 2019, com curva crescente de movimentação. Viana contou que os efeitos econômicos da pandemia afetaram o complexo, fazendo com que a movimentação global do empreendimento apurasse queda mensal de mais de 10% nos últimos três meses, inclusive o minério de ferro, que também teve sua movimentação reduzida no terminal.

O desembarque do minério de ferro em Pecém acontece através de esteiras transportadoras, com as operações sendo realizadas em um berço exclusivo, no píer 1, onde acontecem as movimentações de granéis sólidos (carvão mineral e minério de ferro). Ocasionalmente, são realizadas operações de descarga de minério de ferro no terminal de múltiplas utilidades (TMUT), com auxílio de guindastes MHC e grabs, com a saída da carga correndo através de caminhões, que levam o minério até o seu destino, dentro da área industrial do complexo.

Após a segunda ponte de acesso aos píeres e do segundo portão de acesso ao terminal portuário do Pecém, agora há outra opção para quando há minério sendo descarregado pelo TMUT. Nos últimos anos, o porto havia recebido melhorias como uma esteira de minério e dois MHCs e três moegas no píer 1, que podem ser utilizados como equipamentos de contingência na falha do descarregador de minério/carvão.

A VLI movimenta cerca de quatro milhões de toneladas de minério pelo modal ferroviário e recebe cerca de 4,8 milhões de toneladas de minério de ferro por meio do Porto do Pecém. A empresa tem expectativa de aumentar o transporte do insumo em 2021. No Porto do Pecém, a VLI investiu em mais uma moega de descarga com objetivo de aumentar a capacidade de desembarque de minério de ferro. “Com o investimento, a empresa aumentou em 23% a sua capacidade de descarga no local, garantindo regularidade e confiabilidade no abastecimento do nosso cliente”, destacou o gerente geral da área de siderurgia e construção da VLI, Asley Ribeiro.

Em 2020, a VLI também realizou os primeiros embarques de minério de manganês no Terminal Marítimo Inácio Barbosa (TMIB), em Sergipe, o que abriu uma nova oportunidade de escoamento de minerais pelos portos operados pela VLI, além de ampliar o volume de embarque no terminal portuário de São Luís (MA). A partir do segundo trimestre, a VLI registrou uma redução na movimentação de minérios por conta da diminuição da produção de aço, reflexo dos impactos relacionados a Covid-19. Ribeiro ressaltou que, no terceiro trimestre, os volumes já apresentaram melhora. “Estamos retomando de forma gradativa a normalidade”, afirmou.

Fonte: Revista Portos e Navios