Indicação do executivo vence primeira fase do processo na Petrobras, na véspera da AGO e cinco dias após sua escolha pelo governo

O Comitê de Pessoas (Cope) da Petrobras aprovou, na segunda-feira (11/4), a indicação de José Mauro Coelho para presidir a petroleira e ocupar uma das 11 vagas no Conselho de Administração. Com a decisão proferida em reunião pelos membros do grupo, o nome do executivo será recomendado à aprovação da Assembleia Geral Ordinária, que será realizada na quarta-feira (13/4), em meio a um clima de muita expectativa, sobretudo, em relação à eleição dos novos membros dos Conselho de Administração.
Segundo análise do Cope, José Mauro Coelho atende a todas as exigências da Lei das Estatais. No que diz respeito à empresa que o executivo possui, o órgão sugere que José Mauro Coelho mantenha sua empresa sem prestar nenhum tipo de serviço para a Petrobras.
José Mauro Coelho foi indicado, no dia 6 de abril, para comandar a Petrobras, junto com o nome de Márcio Weber, escolhido para presidir o Conselho de Administração da petroleira. Os dois executivos foram anunciados dias após a crise provocada pelas renúncias de Adriano Pires e Rodolfo Landim.
Além de José Mauro Coelho, o Cope e o Comitê de Elegibilidade (Celeg) da Petrobras validou também, na segunda-feira (11/4), nomes de Eduardo Karrer e Murilo Marroquim, ambos indicados pelo acionista controlador para compor o Conselho de Administração. No que diz respeito às indicações dos minoritários, os dois órgãos avaliaram, na mesma ocasião, que não há restrições aos nomes de Daniel Alves Ferreira, José João Abdalla Filho, Ana Marta Horta Veloso, Rodrigo de Mesquita Pereira e Francisco Petros Oliveira Lima Papathanasiadis.
Na semana passada, o Cope e o Celeg já tinham avaliado e recomendado os nomes de Márcio Weber, indicado pelo governo para presidir o Conselho de Administração. Também foram validadas as indicações de Marcelo Mesquita de Siqueira Filho, Marcelo Gasparino da Silva, Sonia Julia Sulzbeck Villalobos, Carlos Lessa, Ruy Flaks Schneider e Luiz Henrique Caroli.
Os conselheiros eleitos na AGO desta quarta-feira (13/4) terão mandato de dois anos, sendo que, na realidade, o tempo de duração da gestão dependerá, de fato, do resultado das eleições presidenciais. Governo e acionistas minoritários travarão uma batalha na AGO.
De um lado, o governo buscará não perder espaço dentro do Conselho de Administração da Petrobras, enquanto na outra ponta os minoritários tentarão assegurar mais assentos. O acionista majoritário indicou um total de oito executivos – Márcio Weber, José Mauro Coelho, Sonia Julia Sulzbeck Villalobos, Ruy Flaks Schneider, Carlos Eduardo Lessa Brandão, Luiz Henrique Caroli, Murilo Marroquim e Eduardo Karrer. Já os minoritários colocaram sete nomes: Marcelo Mesquita de Siqueira Filho, José João Abdalla Filho, Marcelo Gasparino da Silva, Ana Marta Horta Veloso, Daniel Alves Ferreira, Rodrigo de Mesquita Pereira e Francisco Petros Oliveira Lima Papathanasiadis.
Os minoritários ameaçam solicitar, durante o AGO, o mecanismo de voto múltiplo, o que se aprovado, acabaria com a chapa única do governo, reduzindo as chances de eleição de um número maior de conselheiros indicados pela União. O artifício já foi utilizado em outras AGOs da Petrobras, provocando reviravoltas no resultado final das eleições.
O Conselho de Administração da Petrobras possui 11 assentos. Na formação atual, que será modificada na AGO, o governo detém sete conselheiros – Eduardo Bacellar Leal Ferreira, Joaquim da Silva e Luna, Márcio Andrade Weber, Sonia Julia Sulzbeck Villalobos, Cynthia Santana Silveira, Murilo Marroquim e Ruy Flaks Schneider -, ante os três minoritários – Marcelo Mesquita de Siqueira Filho, Marcelo Gasparino da Silva e Rodrigo de Mesquita Pereira (ações preferenciais) – além de Rosangela Buzanelli Torres, representante dos funcionários, recém-eleita para cumprir novo mandato.
Fonte: Brasil Energia