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Clippings - 14/11/16

Aquaviários cobram medidas do governo para combater piratas

Com prejuízos milionários, operadores do transporte aquaviário da região amazônica e entidades do setor pressionam o governo por medidas que possam diminuir a insegurança e a pirataria do serviço na região.

São Paulo

Em 2015, a perda atingiu R$ 100 milhões. Além do rombo financeiro, as empresas e entidades representativas apontam que ainda há impactos no negócio que são intangíveis como a segurança dos passageiros e funcionários, somada à perda de credibilidade sobre a segurança do serviço e aumento dos custos com seguro. As associações já se mobilizaram para cobrar medidas mais firmes para combater o crescimento de casos de pirataria nos rios promovendo eventos e reuniões em diferentes instâncias, além da realização de dossiês e ofícios para as forças de segurança pública. Segundo eles, a tentativa é chamar a atenção para o problema que cresce e afeta o principal meio de transporte no Norte do país. Segundo o Anuário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), pelas vias navegáveis da Bacia Amazônica passaram 50,3 milhões de toneladas de produtos em 2015 e nela está concentrada 84% da frota de embarcações do país. No Amazonas, o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial do Estado do Amazonas (Sindarma) propôs que seja articulada uma ação integrada entre a Secretaria de Segurança Pública, a Secretaria de Fazenda, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Polícia Federal e a Marinha.

Outras mobilizações

No Pará, o Sindarpa também cobra novas ações por parte da Secretaria Estadual de Segurança, como operações frequentes em regiões mapeadas pelo Gflu e construção de uma base avançada, para ação imediata, em especial na região do Estreito de Breves – importante trecho de navegação da região. Além disso, a entidade cobra uma presença maior da Marinha do Brasil nas vias. Além disso, as entidades que reúnem empresas de navegação cobram celeridade na tramitação da PEC 52/2012, proposta de emenda à Constituição que prevê a criação da Polícia Hidroviária Federal. O novo órgão ficaria responsável por coibir crimes em rios e lagos. “A criação de uma Polícia Hidroviária Federal, nos moldes do que já existe para as rodovias, com a Polícia Rodoviária Federal, seria de fundamental importância para intimidar criminosos e proteger uma via potencial de passagens de drogas, armas e cargas ilegais”, diz o presidente do Sindarpa, José Rebelo III.

Da Redação – redacao@dci.com.br