Para melhorar os processos e estruturar a mudança no negócio de aços longos no Brasil, a ArcelorMittal apostou em projetos inovadores. A companhia lançou o Açolab, um hub de inovação de aço que já conta com 500 startups pelo Brasil. Um dos projetos que o laboratório está tocando é para a redução das perdas de carvão vegetal durante o processo siderúrgico.
Paula Harraca, diretora responsável pela área de inovação da ArcelorMittal, explicou que um dos grandes desafios da indústria é, justamente, desenvolver soluções para reduzir as perdas de carvão vegetal no processo produtivo. Segundo ela, os finos de carvão, que são um coproduto gerado na produção do aço, é originado da degradação do carvão vegetal ao longo do processo até
o abastecimento dos altos-fornos.
A produção de carvão vegetal pela ArcelorMittal no Brasil alcançou 272,7 mil toneladas em 2018. A perda, em média, por finos de carvão foi de cerca de 30%, o que resulta em 70 mil toneladas. Hoje, os finos são revendidos como um resíduo de menor valor agregado. “Lançamos esse desafio e oito startups estão trabalhando em soluções para reduzir essas perdas. Já estamos em fase de testes e em agosto devemos implantar os projetos que podem nos dar ganhos de produtividade e nos custos. Um dos projetos prevê o uso desse carvão fino em outros produtos.”
Outro projeto que deve ser lançado em agosto, e já foi apresentado ao conselho de administração da companhia, é o que cria um novo modelo de venda digital dos produtos da ArcelorMittal. “Estamos em fase final de teste e é uma solução totalmente revolucionária. Tivemos inspiração em empresas
como a Rappi, para se ter uma ideia”, diz Paula.
Ela acrescenta que o Açolab tem mais de 30 projetos em execução que contempla também inovações em produtos. “O DNA de inovação antecedem o lançamento do Açolab. Fomos a primeira empresa a adotar o processo de corte e dobra na construção civil, que elimina etapas no canteiro de obra reduz desperdício e gastos com logística e mão de obra “, afirmou a executiva.
Fonte: Valor Econômico