O governo pretende relançar a área localizado no Porto de Maceió (AL) como um arrendamento destinado à operação como base de apoio offshore. A MAC14, inicialmente prevista para movimentação de cavaco de madeira, seria licitada no leilão realizado na última sexta-feira (13). No entanto, a área foi retirada do certame por falta de interessados. O secretário nacional de portos e transportes aquaviários, Diogo Piloni, disse que houve manifestação de interesse de uma empresa que tinha um contrato com investidores asiáticos para a exportação da carga. Segundo Piloni, a desistência de entrar na licitação se deu porque o contrato foi rescindido.
“Essa movimentação era para a exportação de cavaco para a Ásia. Mas esse contrato, ao longo do caminho, acabou sendo rescindido e essa madeira será utilizada no mercado interno brasileiro. E o terminal deixa de ter razão de ser”, afirmou o secretário durante coletiva de imprensa sobre os resultados do leilão de áreas portuárias promovido pela Agência Nacional de Transportes Aquaviário (Antaq), na B3 — Bolsa de Valores de São Paulo.
Na ocasião, Piloni acrescentou que o Ministério da Infraestrutura já iniciou estudos e pretende fazer uma licitação para o mercado de apoio offshore nessa mesma área. De acordo com o secretário, o objetivo é realizar esse certame ainda no primeiro semestre de 2022. “A ideia é não ficarmos parados e ofertarmos mais oportunidades para o mercado, dessa vez para o apoio offshore”, adiantou.
Santos — O secretário comentou que existe grande expectativa em torno das áreas STS08 e STS08A, no Porto de Santos, que estão perto de serem licitadas. Piloni destacou que será o maior arrendamento portuário licitado dos últimos 20 anos, com previsão de mais de R$ 1 bilhão de investimentos. Ele disse que as áreas vão trazer melhorias na infraestrutura de atracação do porto.
A modelagem prevê dois novos berços de atracação na Alamoa e aumento de 50% na capacidade atual que já está instalada. A meta é que a licitação do terminal (brownfield) aumente também a capacidade de tancagem. “Expectativa melhor possível. Temos grandes empresas do mercado portuário manifestando interesse e iniciando estudos”, afirmou Piloni. O leilão deve ocorrer na terceira semana de novembro e, segundo o secretário, deverá ter concorrência de empresas nacionais e estrangeiras.
Fonte: Revista Portos e Navios
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