A ANP levará ao CNPE uma proposta para colocar em oferta permanente as áreas já leiloadas anteriormente no polígono do pré-sal que não atraíram interesse. A proposta foi defendida pleo diretor-geral da ANP, Décio Oddone, e pelo secretário de Petróleo do MME, Márcio Félix, em entrevista coletiva após a 15ª Rodada.
Félix, inclusive, citou a área de Pau Brasil, oferecida ao mercado na 3ª Rodada de partilha, em 2017, como um dos blocos que poderia voltar a ser ofertado e breve.
“Vamos propor mudanças para destravar investimentos no Rio de Janeiro. Pelo interesse que vimos em Campos, achamos que é interessante este debate”, afirmou Oddone.
Há previsão de discutir o assunto na reunião ordinária do CNPE marcada para junho. Outra questão que vai entrar na pauta do grupo é a oferta dos dois blocos na Bacia de Santos retirados da 15ª Rodada por uma decisão do Tribunal de Contas da União.
Será marcada uma reunião extraordinária de conselho em abril para buscar soluções para licitar as áreas ainda em 2018. Oito companhias haviam entregado garantias de oferta para os blocos retirados da concorrência.
A 15ª Rodada terminou com um total de 22 blocos offshore arrematados e uma arrecadação de R$ 8 bilhões por parte governo em bônus, valor recorde em leilões de concessão. Ao todo, 12 empresas arremataram blocos, com previsão de investir pelo menos R$ 1,2 bilhão na primeira fase de exploração.
“Destaco a diversidade de operadores. Isso vai aumentar investimentos e contratações. Houve um fortalecimento de Sergipe-Alagoas, além do retorno da Bacia Potiguar e do ressurgimento de Campos”, comemorou Oddone após o leilão.
Repetro
De acordo com Félix, inclusive, a alta atração pela Bacia de Campos é um dos fatores de defesa para que o Repetro seja adotado integralmente no estado do Rio de Janeiro, discussão em curso no momento na Alerj.
“Ainda há potencial em Campos para ser aproveitado. É uma grande notícia para o Rio de Janeiro e um estímulo para que o Repetro seja aprovado integralmente no estado”, concordou Oddone.
As companhias vencedoras precisam entregar os documentos de qualificação à ANP até 13 de abril. A assinatura dos contratos está prevista para 30 de novembro.
“Foi a maior e melhor rodada até hoje”, concluiu Félix.
Desinvestimentos da Petrobras levaram à baixa atração pela rodada onshore
O governo atribuiu a falta de ofertas nos blocos onshore em oferta na 15ª Rodada à competição com o plano de desinvestimentos da Petrobras.
“Esperávamos algum interesse, principalmente no Paraná, mas a questão dos desinvestimentos da Petrobras chamou atenção das petroleiras, que ficaram divididas”, afirmou Oddone.
Apesar das comemorações pelo sucesso da etapa offshore da 15ª Rodada, a fase onshore não atraiu nenhuma empresa.