O ministro do Planejamento da Argentina, Julio de Vido, disse que o governo do país vai forçar as unidades locais da anglo-holandesa Shell e da brasileira Petrobras a aumentarem sua produção de combustível. Segundo De Vido, as duas empresas diminuíram intencionalmente sua produção, de modo a criar uma escassez de oferta para forçar os preços para cima. O ministro afirmou ainda que vai exprimir essa insatisfação junto a funcionários da embaixada do Brasil, porque a Petrobras estaria agindo “sem ética”.
Porta-vozes da Shell e da Petrobras não responderam a pedidos para que comentassem as acusações. Em 2005, quando controles governamentais informais mantinham preço da gasolina artificialmente baixo na Argentina, a Shell elevou seus preços, levando o então presidente do país, Néstor Kirchner, a conclamar os argentinos a boicotarm os produtos da empresa. Kirchner chegou a ameaçar prender o presidente da Shell.