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Clippings - 26/11/09

Armador paga 30% mais no Brasil

Levantamento realizado pelo Centronave (Centro Nacional de Navegação) com seus associados revela que os custos incidentes na cadeia logística de exportação porta a porto no Brasil são, em média, 30% superiores aos praticados na Ásia, Europa e nos Estados Unidos, perfazendo mais de R$ 5.300 por contêiner entre despesas do armador e do embarcador – sem incluir o frete marítimo.

Segundo a entidade, somente o armador chega a pagar R$ 30 mil por escala para um navio com 250 Teus, número que o Centronave considerou como a média movimentada por escala nos portos brasileiros. O valor inclui gastos que vão da tradução de documentação até os serviços de praticagem, passando pelos encargos da Polícia Federal, serviço de faróis, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), amarração e rebocagem, dentre outros.

O valor leva em conta ainda os custos incidentes diretamente sobre a carga, que somam cerca de R$ 400,00 por contêiner e de utilização do terminal, em média, R$ 300,00 por contêiner.

Quando computados os gastos do exportador com transporte rodoviário, pedágios, despachos, certificados, fumigação da carga, estufagem, pesagem, armazenagem, documentação, remessa de documentos e capatazia, o preço por unidade é de cerca de 4.500 por contêiner, aponta o Centronave. Tudo somado, a operação logística totaliza R$ 1.330.000,00 que, dividido por 250 contêineres, perfaz R$ 5.320 por unidade.

O problema maior é que esses são apenas os custos tangíveis, ou seja, os que conseguimos identificar, somar e comparar. Mas temos ainda um custo adicional que está relacionado ao excesso de burocracia, com vários órgãos públicos atuando nos portos sem padronização, o que gera atrasos e ineficiências, pontua o diretor-executivo do Centronave, Elias Gedeon.

Para o ministro dos Portos, Pedro Brito, no que tange à harmonização da cadeia logística do País, uma das medidas vistas como necessária é integrar a administração da rede aquaviária. Não dá para continuar administrando separadamente as vias fluviais e os portos fluviais do restante dos portos. Em toda a parte do mundo, por uma questão logística, os portos marítimos estão atrelados às vias fluviais e aos portos fluviais. Precisamos de imediato juntar essas duas cadeias.