Os armadores CSCL (China Shipping Container Lines) e Cosco (China Ocean Shipping) estão em avançada conversa sobre a fusão das suas companhias. O impacto para os tráfegos Ásia-Europa será grande, mas menor para os que envolvem o Brasil. Hoje, a presença das transportadoras chinesas nas rotas marítimas de longo curso que servem o país é pouco maior que 1% em cada caso.
Procurada pelo Guia Marítimo, a Cosco confirmou as negociações, mas informou que os detalhes da união serão divulgados entre novembro e dezembro desse ano ainda. A companhia informou ainda que “não tem detalhes e tudo que vier do mercado será especulação”. Procurada a CSCL não retornou contato.
Quando oficializada, a união dos armadores criará a quarta maior transportadora de contêineres do mundo, com 305 navios, entre próprios e alugados, e 8% da capacidade global de transporte de contêineres, segundo a consultoria francesa Alphaliner.
A frota da nova empresa ficaria atrás apenas da carteira da Maersk Line, líder no setor, MSC, a segunda colocada; e CMA CGM. Hoje, Cosco e CSCL são a sexta e sétima colocadas no ranking dos maiores grupos de contêineres do mundo, com 166 e 139 embarcações, respectivamente.