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Clippings - 27/04/22

Armadores defendem custos compatíveis com transbordos para alavancar Santos como hub

Arquivo/Divulgação

Diretor da Aliança disse, durante audiência pública do STS-10, que cargas poderiam ser mais concentradas em Santos se tarifas fossem ajustadas às características dessas operações de transferência.

O diretor de relações institucionais da Aliança, Mark Juzwiak, apontou a necessidade de se discutir com mais profundidade as questões tarifárias envolvendo a dragagem e o uso do canal de acesso junto ao novo terminal de contêineres a ser instalado na área STS-10, que o governo pretende licitar no Porto de Santos (SP) ainda este ano. Durante audiência pública realizada na última semana, Juzwiak destacou que existe um potencial para elevar o Porto de Santos como um hub port da costa leste sul-americana (ECSA).

Na ocasião, ele avaliou que as quantidades de cargas de transbordo que poderiam ser movimentadas via Santos são inúmeras, desde a Bacia do Rio da Prata, que estende a costa a brasileira até os principais portos da Argentina e do Uruguai. Juzwiak disse que essas cargas poderiam ser mais concentradas se as tarifas e custos de Santos fossem compatíveis com a operação de transbordo.

Juzwiak acrescentou que a mudança do conceito de cobrança da tabela 1, baseada em tonelagem de navio, em vez de ser baseada na carga, afeta diretamente o custo da operação dos terminais. “É importante considerar o que a SPA [Santos Port Authority] fará, o canal de acesso e a dragagem junto ao terminal para podermos maximizar o Porto de Santos como um hub port da costa leste sul-americana”, afirmou durante a sessão.

Para Juzwiak, o aumento dos volumes de transbordo é uma tendência, considerando que Santos já é um porto concentrador de cargas. Ele citou que as tarifas consideradas para a área STS-10 levam em conta um custo igual para embarque e descarga, o que duplicaria o custo no caso de transbordo. “Temos que pensar em diminuir esse custo para facilitar o transbordo, atrair mais cargas e, com isso, o volume seria muito maior”, defendeu Juzwiak, que também é diretor-presidente da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac).

Fonte: Revista Portos e Navios