As afretadoras de sondas e de barcos de apoio offshore e subsea reduziram em média entre 60% e 70% o valor das taxas diárias em relação a 2013, de acordo com a Douglas-Westwood (DW). A consultoria acredita que, mesmo com as dificuldades, as companhias de E&P ainda estão com um maior poder de barganha do que as prestadoras de serviços offshore em meio à retração do mercado.
De acordo com a DW, as petroleiras demonstraram maior eficiência no corte de custos, já que estão se beneficiando do excesso de oferta em toda a cadeia, enquanto o armadores têm que lidar com questões de mão-de-obra, já que os custos trabalhistas não caíram no mesmo ritmo. A consultoria estima, por exemplo, que as taxas diárias de jack-ups caíram 50%, enquanto os custos de operação e manutenção tiveram queda de apenas 30%.
A DW acredita que as prestadoras de serviço offshore precisam otimizar estratégias e alterar os atuais modelos de operação, pois até 2017 não deve haver aumento nas taxas de afretamento de embarcação, tampouco na relação entre oferta e demanda.
Um opção para as companhias de médio porte é avaliar a possibilidade de terceirização, enquanto empresas maiores podem se beneficiar da integração vertical. “As respostas serão singulares, mas, quando o mercado se reerguer da baixa atual, aqueles que se adaptaram serão os que continuam de pé”, afirmou a consultoria.
No ano passado, a Petrobras renegociou as taxas diárias de afretamento de sondas e barcos de apoio, numa revisão de 700 contratos, que assegurou à companhia uma redução média de 13% no valor de cada contrato. Em janeiro, a petroleira brasileira iniciou uma nova rodada de negociações que abrangerá principalmente os contratos de afretamento de FPSOs, das sondas que ficaram de fora da primeira negociação e de todos os contratos de custeio da área de E&P.