O intenso congestionamento no porto indiano de Nhava Sheva (Jawaharlal Nehru) está forçando as companhias marítimas a evitar escalas no complexo e a reorganizar suas rotas para Mundra, um hub privado localizado mais ao leste na costa.
A Hapag-Lloyd, uma das principais companhias a operar de e para a Índia, informou que está experimentando “sérios problemas” nos terminais de Nhava Sheva, que estão causando demoras na atracação e afetando a programação dos serviços.
Jawaharlal Nehru, o maior porto para contêineres da Índia, vem sendo castigado por persistentes congestionamentos e atrasos no sistema ferroviário nos últimos meses em meio a um forte crescimento no volume de carga e infraestrutura inadequada.
A situação é agravada pelo processo em curso de modernização dos equipamentos disponíveis no porto, que envolve a instalação de três novos guindastes em substituição a antigos equipamentos.
“Em função das obras no porto de Jawaharlal Nehru Port, o terminal apresenta atrasos nos berços de atracação de até 10 dias, comprometendo o cronograma do nosso serviços Indamex, que conecta a Índia ao Mediterrâneo e ao norte da América do Norte”, informou em nota a Hapag-Lloyd.
O armador que o último Indamex Dubai Express, programado para chegar a Nhava Sheva em 17 de julho, sdesviou de Jawaharlal Nehru e atracou em Mundra.
“O custo de atracar e operar em Mumbai fica por conta do proprietário da carga”, explicou a Hapag-Lloyd.
O serviço semanal com dia fixo é um serviço compartilhado entre Hapag-Lloyd, CMA CGM, APL, NYK Line e a Orient Overseas Container Line, com sete navios de 4.250 TEU de capacidade.
O congestionamento do porto fez com que algumas companhias marítimas adotassem taxas extras. A APL aplicará taxa adicional de US$ 60 por TEU operado em Jawaharlal Nehru e outras companhias, como a OOCL, Wan Hai Lines, Pacific International Lines, “K” Line e Regional Container Lines devem agir da mesma maneira.