A WoodMac prevê que, dos 3,2 milhões b/d do pré-sal brasileiro em 2025, cerca de 1,8 milhão b/d será enviado para refinarias asiáticas. Além da expectativa de aumento na demanda por óleo pesado na Ásia no longo prazo, a consultoria acredita que a capacidade de refino do Brasil não ultrapassará os 2,5 milhões b/d nos próximos dez anos, por causa dos recentes cancelamentos e atrasos de projetos da Petrobras.
O óleo brasileiro deverá também ser exportado para a Europa, já que as refinarias norte americanas estão atendendo ao aumento na produção da região e às importações do Canadá, México, Venezuela, Oriente Médio e Golfo do México. A expectativa é que o óleo nacional tenha de competir com a produção de outros grandes projetos europeus, como o do campo de Johan Sverdrup na Noruega. O campo norueguês deverá alcançar o pico da produção em 2024, com cerca de 600 mil b/d de óleo.
A produção de Johan Sverdrup é mais atrativa para as refinarias do norte europeu e para a região do Mediterrâneo, pois requer menos custos de transporte, além de ser um óleo um pouco menos pesado que o brasileiro.
A WoodMac espera que o óleo seja negociado com um desconto de 3% a 4% no valor do Brent.