Oferta mundial do combustível deve manter crescimento em 2019, chegando a 354 milhões de t, de acordo com a Shell
A forte demanda por gás natural liquefeito (GNL) na Ásia ajudou a impulsionar a oferta global pelo produto em 2018 para 319 milhões de t, em um salto de 27 milhões de t ante 2017, de acordo com o relatório LNG Outlook, da Shell.
A previsão da petroleira é que o crescimento continue, com os volumes ofertados chegando a 354 milhões de t este ano e 384 milhões de t em 2020.
Entre os fatores por três do aumento está o esforço climático por parte de alguns países para reduzir suas emissões de efeito estufa, como a China, que tem uma política de substituição do uso do carvão pelo gás.
O LNG Outlook mostra que atualmente o mundo emite algo em torno de 33 bilhões de t/ano de CO2. Para evitar que a temperatura suba 2°C, a Agência Internacional de Energia (AIE) calcula que, em todo o mundo, esse volume tem de cair para 18 bilhões de t/ano até 2040. Com isso, o aumento da demanda por gás até 2035 deve crescer 41%, superando o aumento projetado para energias renováveis, de 30%.
Os mercados da Europa e da Ásia devem ser os responsáveis pela absorção do acréscimo da oferta global, tendo ainda uma perspectiva de crescimento dos projetos de liquefação de gás. Só a Ásia deve ser responsável por 59% do crescimento das importações mundiais de GNL entre 2018 e 2035, que deve saltar de 400 bilhões de m³ para algo em torno de 800 bilhões de m³. A Europa deve ser responsável por uma fatia de 22% desse crescimento, e as américas, por 10%.
No mercado asiático, especificamente, a importação deve passar de aproximadamente 340 bcm para perto de 600 bcm, com a China respondendo por 32% desse crescimento e o sudeste asiático, por 41% do total.
No ano passado, a China regaseificou 70 milhões de t de GNL, e a expectativa é que, com os novos projetos já em construção, o país atinja 80 milhões de t regaseificadas este ano. Em cinco anos, essa capacidade deve dobrar, chegando a 2022 à marca de 150 milhões de t.
A Índia deve mais do que dobrar sua capacidade de regaseificação até 2022, passando de 25 milhões de t para 60 milhões de t.
Fonte: Revista Brasil Energia