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Clippings - 21/12/09

Assinado contrato do FLNG

A Petrobras assinou com a BG, Repsol e Galp contrato para elaboração do FEED do projeto. Estudo de viabilidade estará pronto em março de 2010

A Petrobras espera concluir em março de 2011 o estudo de viabilidade para a construção de uma embarcação do tipo FLNG (planta de GNL flutuante, na sigla em inglês), para o cluster do pré-sal de Santos. De acordo com a diretora de Gás e Energia da companhia, Maria das Graças Foster, não será exigido conteúdo nacional para a construção da embarcação.

A petroleira brasileira e suas parceiras – BG, Repsol e Galp Energia – assinaram nesta sexta-feira (18/12) os contratos destinados à elaboração do projeto básico de engenharia (FEED) para o emprendimento. A Saipem, a SBM, a Technip, a Chyoda, a Modec e a JGC serão as responsáveis pela elaboração dos documentos técnicos, que servirão para que a petroleira decida a melhor alternativa de escoamento da produção de gás da Bacia de Santos.

Segundo Graça, os estudos de viabilidade para a construção de um gasoduto que interligue uma planta de liquefação em terra estão sendo avaliados em paralelo ao do FLNG. Caso a opção do GNL embarcado seja a economicamente mais interessante para a Petrobras, o cronograma estabelece o início da concorrência para a construção em 30 de abril de 2011, a contratação da construção para 30 de setembro do mesmo ano e a entrega do projeto para 31 de junho de 2015.

A diretora ressaltou que a companhia não aceitará desenvolver o projeto a qualquer preço. “O sistema é inovador, será o primeiro no mundo, mas não há a menor possibilidade de fazermos a unidade a qualquer preço”, enfatizando que o prazo também será um item de extrema importância para o projeto e que não admitirá atrasos.

O GNLE será instalado próximo às unidades de produção de óleo e gás e receberá até 14 milhões de m³/dia de gás associado, executando o seu processamento e liquefação. Na unidade também será feito o armazenamento e a transferência dos produtos processados (GNL, propano e butano) para navios que farão o transporte até o mercado consumidor.

No caso do GNL, o produto será entregue em terminais de regaseificação, onde o gás natural é transformado do estado líquido para o gasoso e injetado na malha de gasodutos. No Brasil, os terminais de regaseificação de GNL da Petrobras estão instalados em Pecém (CE) e na Baía de Guanabara (RJ).