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Clippings - 01/02/18

Assinados primeiros contratos de partilha do governo Temer

Com a presença do presidente da República, Michel Temer, ministros de Estado, parlamentares e executivos do setor de óleo e gás, Petrobras, Statoil, Exxon, CNODC, BP, CNOOC e QPI assinaram nesta quarta-feira (31/1) os contratos de partilha das áreas arrematadas na 2ª e 3ª rodadas do pré-sal, realizadas em outubro do ano passado.

Os contratos se referem às áreas de Entorno de Sapinhoá, Norte de Carcará e Sul do Gato do Mato (2ª rodada); e Alto de Cabo Frio Central, Alto de Cabo Frio Oeste e Peroba (3ª rodada). Esses foram os primeiros contratos de partilha assinados no governo Temer.

Último a falar, o presidente Michel Temer destacou que a indústria do petróleo entrou novamente em uma fase de racionalidade econômica, com perspectivas de geração de emprego e renda. “As riquezas do petróleo estão sendo colocadas a serviço do desenvolvimento do país e do bem estar dos brasileiros. Todos sabem que liberdade econômica é condição essencial para que qualquer empresa prospere”, declarou.

Já o ministro Fernando Coelho Filho destacou que as mudanças regulatórias e legislativas promovida no setor petróleo aumentou em 20% a destinação de recursos ao fundo social, em razão dos elevados ágios registrados nas duas rodadas do pré-sal. “Tivemos em algumas áreas, ágios superiores a 600%” –  o maior ágio nas rodadas de partilha foi de 673,69%, na área de Entorno de Sapinhoá.

Coelho Filho também ressaltou o reaquecimento das atividades proporcionado pelos leilões, mas admitiu que a indústria de máquinas e equipamentos ainda não viu melhoras. “Já vemos um mercado de sísmica aquecido, empresas demandando orçamento. Haveremos muito em breve de viver uma euforia semelhante àquela vivida quando o pré-sal foi descoberto”, declarou o ministro.

O senador José Serra também celebrou os resultados dos leilões e destacou a melhora nas condições de financiamento para a Petrobras no mercado internacional. “Em 2015, o custo do financiamento internacional foi de 9,6% ao ano. Em janeiro deste ano, caiu para 5%”, apontou.

O diretor-geral da ANP, Décio Oddone, lembrou que os recursos de petróleo e gás precisam ser explorados logo, sob pena de não terem mais utilidades em algumas década. Oddone disse ainda que o mercado brasileiro de petróleo tem potencial para 40 novas plataformas nos próximos 10 anos.

A 2ª Rodada gerou R$ 3,3 bilhões em bônus e previsão de R$ 304 milhões em investimentos iniciais. Já o 3º leilão somou bônus de R$ 2,85 bilhões e expectativa de R$ 456 milhões em investimentos.

No caso da 3ª Rodada, o maior ágio ficou em Alto de Cabo Frio Central, com 254,82%, enquanto em Peroba o percentual foi de 454,07%. Levaram áreas nesta rodada Petrobras, Statoil, Exxon, CNODC, BP, CNOOC e QPI.

Fonte: Revista Brasil Energia