ANP estendeu prazo exploratório e aprovou a revisão de planos de avaliação da descoberta de blocos da Rosneft
A ANP deu à Rosneft mais quatro anos (até 2023) para concluir a segunda etapa dos programas exploratórios mínimos (PEMs) dos blocos SOL-T-151, SOL-T-174, SOL-T-197, SOL-T-214, SOL-T-215, SOL-T-216 e SOL-T-217, na Bacia do Solimões. Os planos de avaliação da descoberta (PADs) dos ativos também tiveram prazo ampliado pela agência, com datas-limite variando, agora, entre 2020 e 2026.
Os PADs revisados preveem, entre os compromissos firmes, a perfuração de seis poços e a aquisição de 658 km de dados sísmicos 2D e 120 km² de dados 3D. Já os compromissos contingentes incluem a perfuração de até sete poços e o levantamento de 622 km de sísmica 2D, testes de formação e a reentrada em um poço.
Até o momento, a Rosneft perfurou os poços 1-RNB-2A-AM, no bloco SOL-T-169, o 1-RNB-4-AM, no SOL-T-191, e o 3-RNB-3-AM, no SOL-T-170 – sendo que, neste último, a companhia fez um teste de formação. De acordo com a ANP, apenas os poços 1-RNB-2A-AM e 3-RNB-3-AM encontraram indícios, ambos de gás.
As três perfurações utilizaram a sonda RNB-2, da Braserv. Em junho deste ano a companhia russa estendeu contrato com a empresa para gestão e operação de sondas na região por mais 18 meses.
Arrematados na 7ª rodada de concessões, os sete blocos no Solimões são operados pela Rosneft com 100% de participação desde o farm-out realizado pela PetroRio, em 2015. Ao todo, a empresa russa tem 13 blocos na bacia, com até 60 bilhões de m³ em recursos contingentes
Fonte: Revista Brasil Energia