A Petrobras deve incrementar sua frota em até seis sondas no próximo ano, prevê o vice-presidente Sênior da Pacific Drilling, Michael Acuff. Em paralelo, a expectativa é que a companhia reponha unidades de alta especificação.
“Esse será um movimento muito bem-vindo, na medida em que acrescentará uma demanda significativa para além das atividades que já estão começando com as IOCs”, frisou o executivo, durante conferência com analistas.
Ele afirmou que a empresa está se preparando para atender aos programas de exploração e desenvolvimento das petroleiras privadas no país, com início entre 2020 e 2021.
“Há apenas dois navios-sonda de operadores locais disponíveis no Brasil, o que fará com que esse mercado fique mais comercialmente atrativo a fornecedores internacionais que terão de mobilizar unidades”, observou.
Acuff ressaltou que, depois de ter sofrido uma queda de mais de 50 sondas para menos de 20 equipamentos em atividade nos últimos anos, o Brasil é, hoje, o mercado mais importante na América do Sul.
A Petrobras tem, atualmente, entre 15 e 20 sondas contratadas, incluindo quatro recentemente afretadas: Alpha Star, Amaralina Star e Gold Star, da Constellation, e Norbe VI, da Ocyan. Em breve, serão assinados os contratos da Carolina e Vitória, da Petroserv, ofertadas na mesma licitação.
Até o fechamento desta matéria, a petroleira brasileira promovia um leilão no Petronect para afretar até três sondas ancoradas para operação em lâminas d’água entre 450 m e 750 m.
Segundo a ANP, nos últimos 15 dias, cinco sondas marítimas registraram atividade: Petrobras 10.000, da Transocean, no bloco BM-SEAL-4, para a Petrobras; Norbe IX (Ocyan, em Búzios, para a Petrobras); West Saturn (Seadrill, em Norte de Carcará/ Equinor); ENSCO 6002 (Ensco, em Marlim/ Petrobras); e Brava Star (Constellation, em Sul de Gato do Mato/ Shell).
Fonte: Revista Brasil Energia