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Clippings - 04/05/18

Atlanta entra em produção e coloca QGEP na lista de operadoras offshore

 A Queiroz Galvão Exploração & Produção (QGEP) iniciou nesta quarta-feira (2/5) a produção do campo de Atlanta, com o poço 2-7ATL-2HP, interligado ao FPSO Petrojarl I. Localizado na parte norte da Bacia de Santos, em lâmina d’água de 1,55 mil m, o sistema antecipado e produção está operando em fase de estabilização, ainda sem atingir o volume médio estimado de 10 mil barris/dia de óleo.

O trabalho de estabilização deverá ser finalizado dentro de 15 dias. O plano da petroleira é interligar o segundo poço do sistema até o fim de maio, atingindo uma produção de 20 mil barris/dia de óleo.

Além dos dois poços já perfurados, a QGEP planeja interligar um terceiro poço ao sistema no início de 2019. O poço, se confirmado, terá que ser perfurado no segundo semestre, quando a petroleira buscará uma sonda no mercado.

Com capacidade para produzir até 30 mil barris/dia de óleo, o FPSO Petrojarl I chegou ao Brasil no início de janeiro, depois de um longo processo de conversão que rendeu alguns atritos entre a QGEP e a Teekay, empresa norueguesa responsável pela unidade. A expectativa era de que o sistema entrasse em operação entre os meses de março e abril.

O FPSO foi convertido em duas etapas, uma em Roterdã, na Holanda, onde enfrentou problemas e atrasos, e outra no estaleiro Aibel, na Noruega. A QGEP detém 30% do campo de Atlanta, em parceria com a Barra Energia (30%) e a Dommo Energia (40%), que por conta de dificuldades financeiras não tem arcado com os desembolsos e tenta vender sua parcela no ativo.

A interligação dos poços de Atlanta vem sendo executada com os barcos Skandi Niterói, da DOF-Technip, North Ocean-102, da McDermott, Far Sagaris e Turmalina, da Solstad Farstad. O apoio às operações está sendo feito pelas bases da Brasco, em Niterói, e da NOV, no Porto do Açu.

A QGEP investirá ao longo de 2018 US$ 48 milhões em Atlanta, montante que já inclui a perfuração do terceiro poço. Ao longo de 2019, a petroleira avaliará o desenvolvimento do sistema definitivo do campo, programado para entrar em operação entre o fim de 2020 e o início de 2021, produzindo cerca de 75 mil barris/dia de óleo.

O plano original era ter um FPSO interligado a nove poços, mas o escopo poderá ser revisto em função dos resultados do sistema antecipado de produção. O campo de Atlanta possui óleo pesado, variando de 14o a 16o API.

A QGEP mantém em carteira um total de 15 ativos, sendo 11 de exploração, três de desenvolvimento e um de produção, localizados nas bacias do Pará-Maranhão, Foz do Amazonas, Ceará, Pernambuco-Paraíba, Sergipe-Alagoas, Camamu-Almada, Espírito Santo e Santos.

Fonte: Revista Brasil Energia