O trabalho de estabilização deverá ser finalizado dentro de 15 dias. O plano da petroleira é interligar o segundo poço do sistema até o fim de maio, atingindo uma produção de 20 mil barris/dia de óleo.
Além dos dois poços já perfurados, a QGEP planeja interligar um terceiro poço ao sistema no início de 2019. O poço, se confirmado, terá que ser perfurado no segundo semestre, quando a petroleira buscará uma sonda no mercado.
Com capacidade para produzir até 30 mil barris/dia de óleo, o FPSO Petrojarl I chegou ao Brasil no início de janeiro, depois de um longo processo de conversão que rendeu alguns atritos entre a QGEP e a Teekay, empresa norueguesa responsável pela unidade. A expectativa era de que o sistema entrasse em operação entre os meses de março e abril.
O FPSO foi convertido em duas etapas, uma em Roterdã, na Holanda, onde enfrentou problemas e atrasos, e outra no estaleiro Aibel, na Noruega. A QGEP detém 30% do campo de Atlanta, em parceria com a Barra Energia (30%) e a Dommo Energia (40%), que por conta de dificuldades financeiras não tem arcado com os desembolsos e tenta vender sua parcela no ativo.
A interligação dos poços de Atlanta vem sendo executada com os barcos Skandi Niterói, da DOF-Technip, North Ocean-102, da McDermott, Far Sagaris e Turmalina, da Solstad Farstad. O apoio às operações está sendo feito pelas bases da Brasco, em Niterói, e da NOV, no Porto do Açu.
A QGEP investirá ao longo de 2018 US$ 48 milhões em Atlanta, montante que já inclui a perfuração do terceiro poço. Ao longo de 2019, a petroleira avaliará o desenvolvimento do sistema definitivo do campo, programado para entrar em operação entre o fim de 2020 e o início de 2021, produzindo cerca de 75 mil barris/dia de óleo.
O plano original era ter um FPSO interligado a nove poços, mas o escopo poderá ser revisto em função dos resultados do sistema antecipado de produção. O campo de Atlanta possui óleo pesado, variando de 14o a 16o API.
A QGEP mantém em carteira um total de 15 ativos, sendo 11 de exploração, três de desenvolvimento e um de produção, localizados nas bacias do Pará-Maranhão, Foz do Amazonas, Ceará, Pernambuco-Paraíba, Sergipe-Alagoas, Camamu-Almada, Espírito Santo e Santos.
Fonte: Revista Brasil Energia