Recentemente, o Brasil entrou para a lista dos 15 países mais atrativos para investimentos em energias renováveis pela primeira vez. A expansão de energia eólica foi fator decisivo para que o país subisse quatro posições no último trimestre, chegando à 12ª colocação, no estudo realizado pela consultoria Ernst & Young. Diante desse cenário, o investimento em tecnologia e inovação torna-se fator imprescindível para que os investimentos sejam bem aproveitados. É o que mostra o estudo da Ernst & Young.
“A despeito do choque no cenário internacional de geração de energia provocado por eventos de impacto transnacional, como o tsunami no Japão (seguido por um desastre nuclear) e a turbulência geopolítica no Oriente Médio e Norte da África, a crescente viabilização comercial de distintas tecnologias proporciona novas oportunidades para o aprimoramento desse mercado.” Luiz Cezar Sampaio Pereira, sócio fundador da Enersud, que atua no mercado eólico de pequeno porte nacional, analisa a posição do Brasil nesse ranking por duas vertentes. “O lado bom é a aceleração na implantação da fonte eólica de geração. Notícias sobre novos parques e ampliação dos existentes comprovam esse fato”, diz ele. “O lado ruim é a repetição do modelo da indústria automobilística que premia a importação de tecnologia e penaliza o desenvolvimento local”, pondera Luiz.