Atraso na campanha de Mero faz Petrobras dar entrada em pedido especial para o levantamento com nodes de Búzios
A Petrobras solicitou uma autorização especial do Ibama para realizar simultaneamente duas campanhas sísmicas 3D com nodes na Bacia de Santos. O pedido tem como foco o início em agosto do levantamento no campo de Búzios, que será feito pela Seabed Geosolutions e já conta com licença ambiental, e o mapeamento atualmente em curso no campo de Mero.
No pedido em análise pelo Ibama a Petrobras solicita autorização para executar as duas campanhas em regime time share, ou seja, com alternância de tiro. Pelas regras do Ibama não é permitida a execução de mais de uma campanha de nodes ao mesmo na mesma bacia.
Por se tratar de uma autorização especial, o Ibama não tem prazo determinado para se manifestar sobre o pedido. Tendo o aval do órgão ambiental, a campanha de Búzios terá início em agosto. Sem a autorização, a expectativa é de que o mapeamento só deva ser iniciado em outubro, quando deve ser finalizada aquisição de dados em Mero, realizada pela Fairfield.
A previsão original da Petrobras era de que o mapeamento de Búzios tivesse início em janeiro, mas o plano foi alterado em função dos problemas ocorridos na campanha de Mero, que já foi interrompida duas vezes. O último cronograma da petroleira previa o termino da campanha da Fairfield em julho e o início do levantamento na cessão onerosa entre meados de agosto e o início de setembro.
A campanha da Seabed Geosolutions irá levantar 1.000 km² de área geológica e 1,6 mil km² de área coberta por nodes, com uma área de tiro de 2,7 mil km², configurando-se como um dos maiores levantamentos em águas profundas com nodes da indústria do petróleo. O início do trabalho em Búzios marcará o primeiro mapeamento sísmico com nodes na cessão onerosa.
O levantamento será feito por duas embarcações, o SR/V Vantage, encarregado da sísmica, e o de nodes M/V Subsea Viking. O trabalho incluirá a instalação dos nodes e será executado em lâmina d´água de até 3 mil metros, devendo durar pelo menos oito meses.
Os primeiros dados processados serão entregues à Petrobras um ano depois de iniciada a coleta. O contrato entre a Petrobras e a Seabed Geosolutions foi assinado em 2017, sendo que a licitação foi lançada quase dois anos antes.
O levantamento da Fairfield em Mero teve início em outubro e foi interrompido em janeiro, em função de problemas com um dos barcos contratados. Mais recentemente, outro barco utilizado no trabalho, o Artemis Angler, responsável pelos tiros, apresentou problemas e o trabalho foi novamente paralisado.
Fonte: Revista Brasil Energia