Este pode ser o primeiro ano, em 15 de existência, em que a companhia aérea Avianca Brasil (antiga OceanAir) terá lucro. Segundo presidente da empresa, José Efromovich, o ponto de equilíbrio das operações foi alcançado no ano passado, quando a Avianca encerrou com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação) positivo.
O resultado final no azul em 2014 dependerá de como se comportará o câmbio e o preço do combustível, mas, nas condições normais, deve ser alcançado, disse Efromovich.
O empresário projeta aumento de 19% na oferta de assentos da companhia em 2014, para 9,2 milhões e avanço semelhante no número de passageiros no perãodo, que deve alcançar 7,4 milhões.
A frota de atual de 39 aeronaves não deve ser ampliada, segundo Efromovich, mas a empresa pretende expandir suas operações para mais duas cidades brasileiras – hoje, a Avianca está 22 – que ainda não estão definidas. Estamos analisando seis cidades, afirmou o empresário, sem dar detalhes.
De todo modo, as duas novas cidades só devem passar a fazer parte das operações da Avianca a partir do segundo semestre.
Além disso, a Avianca pretende aumentar o seu número de partidas diárias de 174 para 230 este ano. Para a primeira fase da Copa do Mundo, a empresa conseguiu a aprovação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar 430 voos extras, segundo informações extraoficiais, obtidas por Efromovich. A Anac deve fazer divulgação oficial sobre o assunto hoje.
Assim como a concorrente Azul, a Avianca estipulou um teto de R$ 999 para tarifas (por trecho) no perãodo da Copa do Mundo para todos os seus voos. No entanto, no caso da Avianca, o limite de preços vai funcionar de 1º de fevereiro até o fim de julho, e não apenas no mês da Copa, como na Azul.
Por ora TAM e Gol, as duas maiores do setor do Brasil, não divulgaram nenhuma ação promocional para o evento.
Efromovich garante a política de preços da empresa para passagens abaixo do teto estipulado não vai ser alterada para compensar receita menor com passagens naturalmente mais caras. Para o empresário, o teto tarifário não deve gerar perda de receita à Avianca, uma vez que a demanda será estimulada. Qualquer 1% [de alta na demanda] faz muita diferença, afirmou, durante encontro com jornalistas.
Para o mês da Copa, o empresário prevê queda no número de viagens. Não temos um cálculo sobre isso, mas é que diz o ’feeling’, disse. Apesar do que algumas pessoas pensam, a Copa do Mundo não é a maior oportunidade de receita para o setor aéreo. A Copa não é a redenção das aéreas, completou.
Apesar da redução, o empresário não prevê corte de voos.