A nova resolução para as atividades de descomissionamento offshore deve estabelecer que os projetos sejam apresentados pelas operadoras ao Ibama e à ANP cinco anos antes de seu início de execução. A informação é do coordenador de Descomissionamento da agência reguladora, Edson Montez.
“A expectativa é que [o projeto] seja aprovado em até dois anos antes do término da produção, para que a empresa possa realizar as contratações”, acrescentou, durante o 3º Workshop Sobena – Descomissionamento de plataformas e reciclagem de navios, realizado nesta quarta-feira (17/7), no Rio de Janeiro.
A previsão é que a minuta da resolução, elaborada pela ANP, o Ibama e a Marinha, seja publicada em outubro deste ano. “As questões técnicas estão todas resolvidas. [A resolução] está com a diretoria para que aprove a execução da consulta pública”, disse.
Projetos em vista
Hoje, mais de 60 plataformas fixas no Brasil têm mais de 25 anos, o que implicará uma demanda crescente por serviços de descomissionamento. O destravamento da atividade depende, porém, da publicação da nova regulamentação.
Além das três plataformas fixas de Cação, a Petrobras tem sete projetos de descomissionamento em fase avançada de detalhamento: os FPSOs Cidade de Rio das Ostras, Cidade do Rio de Janeiro, Piranema e P-XXXIII e as semissubmersíveis P-VII, P-XII e P-XV.
Entre outras unidades que devem ser descomissionadas nos próximos anos estão a P-18, P-19, P-20, P-26, P-32, P-35, P-37 e P-47 (no âmbito do projeto de revitalização de Marlim), além do FPSO Capixaba e alguns sistemas de produção no Nordeste.
Fonte: Brasil Energia