A operação marca a retomada da A&T no mercado de E&P de petróleo e gás. O portfólio da Phoenix é composto por cinco campos e dois blocos exploratórios na Bacia Potiguar

A Azevedo & Travassos (A&T) anunciou a aquisição, por meio de sua subsidiária integral Azevedo & Travassos Petróleo S/A (ATP), da totalidade das quotas da Phoenix, em uma transação avaliada em R$ 137 milhões, segundo comunicado divulgado pela companhia na segunda-feira (17).
Com a aquisição, a operação de cessão dos direitos de concessão inicialmente informada pela A&T em abril deste ano foi encerrada. A companhia afirma que optou pela aquisição das quotas da Phoenix em razão do prazo necessário para apreciação da operação de cessão pela ANP, assim como pela “manutenção do capital humano especializado na operação dos ativos”, segundo o comunicado.
A ATP afirma que a compra da Phoenix marca a retomada efetiva da operação de E&P de petróleo e gás pela companhia, uma vez que garante todas as licenças regulatórias operacionais. A aquisição não depende de autorizações regulatórias prévias, tendo eficácia imediata.
Ativos e próximos passos
A Phoenix é detentora dos direitos de concessão do Polo Periquito, que inclui os campos Periquito, Periquito Norte, Periquito Nordeste, Concriz e Rio do Carmo. Os ativos possuem Volume de Óleo In Place (VOIP) de aproximadamente 18,4 milhões de barris de óleo, e Volume de Gás In Place (VGIP) de 402,9 milhões de m³ de gás.

Fonte: A&T
Considerando os fatores de recuperação das regiões onde os campos estão localizados, a ATP estima um volume recuperável de óleo de aproximadamente 2,73 milhões de barris de óleo, somados a recursos contingentes de 1,05 milhões barris e recursos prospectivos de 4,96 milhões de barris.
Com relação ao gás, a ATP estima um volume recuperável de gás associado de 196,3 milhões de m³, somados a 51,6 milhões de m³ em recursos contingentes e 35,0 milhões de m³ em recursos prospectivos.
“É importante ressaltar que esses ativos não foram devidamente desenvolvidos e não receberam historicamente os recursos necessários para o correto desenvolvimento da produção. Desta forma, o reprocessamento sísmico das áreas de produção, acrescidos a uma revisão dos Planos de Desenvolvimento e novas campanhas de perfuração, podem resultar em um aumento significativo da reserva dos ativos, embora não seja possível assegurar tal resultado”, afirma a ATP no comunicado.
Além dos cinco campos produtores, o Polo Periquito contempla dois blocos exploratórios, o POT-T-565 e o POT-T-610, localizados na Bacia Potiguar. O primeiro já possui um poço pioneiro, descobridor de uma acumulação de óleo e gás na Formação Alagamar. Desta forma, a Phoenix iniciará, ainda neste mês, o Teste de Longa Duração (TLD) para avaliação da descoberta, conforme solicitação enviada à ANP.
Como próximos passos, a ATP pretende submeter à ANP a revisão dos Planos de Desenvolvimentos dos ativos, contemplando investimentos na perfuração de novos poços de desenvolvimento da produção, além da perfuração de oportunidades exploratórias nas concessões. Adicionalmente, afirma que investirá na certificação das reservas e no reprocessamento dos dados sísmicos dos ativos.
A estratégia inicial também contempla uma vasta campanha de workover nos poços existentes do polo durante este ano, visando o aumento imediato de produção. Por fim, a campanha de perfuração de novos poços está prevista para 2025, quando as interpretações geológica e geofísica dos dados sísmicos reprocessados estiverem concluídas.
Fonte: Revista Brasil Energia