
A Azevedo & Travassos Petróleo (ATP) assinou, nesta quinta-feira (24), um memorando de entendimento (MoU) com a Petroil. O acordo prevê a elaboração de estudos técnicos, jurídicos e financeiros por parte da ATP para definir uma futura parceria comercial e estratégica com a Petroil.
Segundo os termos do MoU, a parceria focará no incremento da produção de campos maduros, concedendo à Azevedo & Travassos, através da sua subsidiária ATP, a opção de adquirir parte ou totalidade dos ativos operacionais da Petroil, ou ainda da própria empresa.
“A parceria da ATP com a Petroil, caso venha a se concretizar, faz parte do plano da companhia de
retomada da exploração de óleo e gás como avenida de crescimento da A&T, bem como da verticalização
da companhia no setor”, afirmou a A&T em comunicado.
Após ter tido atuação relevante no mercado de E&P nos idos da década de 1980, quando descobriu quatro campos na Bacia Potiguar, a A&T prepara seu retorno ao segmento. A companhia obteve, em junho, o aval do seu board para incorporar duas subsidiárias dedicadas à exploração de petróleo e gás no Brasil e no exterior e à expansão internacional, respectivamente.
Com a criação da Azevedo e Travassos Petróleo (ATP), o grupo empresarial busca consolidar novamente a sua presença no mercado de E&P, mirando oportunidades em campos maduros terrestres brasileiros e concessões em nações africanas lusófonas, como Angola.
Sem nunca ter abandonado o setor óleo e gás, já que ainda continuou prestando serviços de engenharia, a A&T percebeu oportunidades comerciais a partir do surgimento de petroleiras independentes, que foram impulsionadas pelo programa de desinvestimento da Petrobras. “Está nos nossos planos adquirir ativos ou mesmo companhias já estruturadas”, afirmou Gabriel Freire, chairman do board da empresa, ao PetróleoHoje.
De acordo com o Freire, a “tese principal” de investimento reside nos campos em produção da Petroil, mas o potencial upside dos ativos exploratórios foi o que mais chamou a atenção da A&T. “O MoU não impõe obrigações, seremos bastante cautelosos na análise dos ativos, mas olhamos com muito interesse”, disse.
Segundo o executivo, a “Petroil é apenas o início”. Ele adiantou que uma sucessão de MoU semelhantes serão anunciados em breve com outras empresas. “A Petroil foi uma das primeiras que nos procurou quando começamos a estruturar o nosso pipeline de E&P. As oportunidades foram aparecendo através da Heftos [empresa de serviços da A&T] e, a partir daí, fomos direcionando o nosso portfólio para o E&P”, revelou
A Petroil é uma companhia brasileira fundada em 2012, subsidiária da EBS Perfurações, com sede em Mossoró (RN). A empresa possui, como foco, a exploração e produção de óleo e gás, sendo, também, uma fornecedora local para o setor petroleiro, o que pode pode gerar sinergias com os negócios da ATP.
A petroleira possui um portfólio de oito ativos, sendo cinco blocos em fase de exploração no Recôncavo (REC-T-109, REC-T-110, REC-T-119, REC-T-120 e REC-T-121), um bloco na Bacia Potiguar (POT-T-785), e dois campos, denominados Tigre, na Bacia de Sergipe-Alagoas, e Riacho Sesmaria (RSI_R13AM), no Recôncavo. Todos os ativos são operados pela Petroil, com exceção do POT-T-785, que é operado pela Geopark (70%).
Fonte: Revista Brasil Energia