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Clippings - 12/01/26

Bacci faz apelo para participação no bid dos navios de médio porte

“Temos feito todos os esforços necessários, mas precisamos da contrapartida”, disse o presidente da Transpetro em encontro com fornecedores. O executivo também afirmou que não vai adiar o prazo de abertura das propostas, e que existe risco de cancelamento da licitação

Sérgio Bacci, presidente da Transpetro (Foto: Divulgação Transpetro)

O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, fez um apelo nesta sexta-feira (9), durante encontro com fornecedores, para que os estaleiros brasileiros participem da licitação pública em andamento para a aquisição de quatro novos navios de médio porte da classe MR1 (Medium Range), com 40 mil toneladas de porte bruto (TPB), destinados ao transporte de petróleo e derivados pela costa brasileira. 

“Por favor, participem das licitações. Temos feito todos os esforços necessários, mas precisamos da contrapartida, precisamos de mais brasileiros na licitação do MR1. Na licitação das barcaças, os pequenos estaleiros participaram mais do que os grandes. Eles acreditaram mais do que os grandes”, afirmou Bacci durante o evento.

Segundo o executivo, uma parte dos grandes estaleiros não quer mais construir. “Se não quer fazer, vende. Agora, o que é acontece é: não faz, não vende, e os parque industriais ficam parados, sem gerar emprego, e acabam virando portos para operar contêiner. É isso que a gente vai fazer com todos os estaleiros brasileiros?”, questionou. 

Por fim, o presidente da Transpetro afirmou que não vai adiar o prazo de abertura das propostas, que vai até às 11h59 do dia 9 de fevereiro. “Por ser ano eleitoral, a partir de junho, julho, eu já não posso fazer mais nada. Se não tiver proposta, nós vamos cancelar. A gente está equalizando para ter essas obras aqui. Por isso, apresentem propostas. Negociação é algo que estressa, mas é assim mesmo”, completou. 

Edital foi lançado em novembro

O edital dos quatro navios MR1 foi lançado no dia 7 de novembro de 2025, às 12h, no portal Petronect. “Fizemos esse evento justamente para informar ao mercado que a licitação dos MR1 está aberta. Temos tido poucas interações e dúvidas no sistema, e isso mostra que o edital tem sido pouco acessado pelo mercado”, disse Flávio Gabina, gerente-executivo de Engenharia e Manutenção de Navios da Transpetro, durante o evento com fornecedores. 

Os navios transportarão produtos claros e escuros derivados de petróleo (diesel marítimo, diesel S10, diesel S500, gasolina automotiva, óleo combustível – OCB1, óleo combustível – OCA1, óleo combustível OCCMB e Very Low Sulfur Fuel Oil – VLSFO). Cada embarcação precisa ter, no máximo, 181 m de comprimento total e 30 m de boca moldada. 

Os prazos de entrega deverão observar os prazos mínimos e máximos apresentados a seguir: 

  • Primeira embarcação MR1: prazo mínimo de 810 dias corridos e prazo máximo de 990 dias corridos;
  • Segunda embarcação MR1: prazo mínimo de 990 dias corridos e prazo máximo de 1.170 dias corridos;
  • Terceira embarcação MR1: prazo mínimo de 1.170 dias corridos e prazo máximo de 1.350 dias corridos;
  • Quarta embarcação MR1: prazo mínimo de 1.350 dias corridos e prazo máximo de 1.530 dias corridos. 

“Tem algo do edital que vocês não entenderam? Perguntem uma, duas, três vezes, se precisar. Nenhuma pergunta vai ficar sem resposta. O que não podemos é deixar tudo para a última hora”, destacou Marcelo Augusto Silva, gerente de Suprimentos da Transpetro, também durante o evento. 

Assim como nas demais licitações do programa, os navios MR1 deverão incorporar soluções para maior eficiência energética e menor emissão de gases de efeito estufa, conforme as diretrizes da Organização Marítima Internacional (IMO).

As embarcações poderão ser abastecidas alternativamente com biocombustíveis como o etanol, estarão aptas para atuar em portos eletrificados e contarão com equipamentos modernos que contribuem para a redução da pegada de carbono. Os futuros navios deverão ser até 20% mais eficientes em termos de consumo, propiciando uma redução de 30% nas emissões de gases do efeito estufa.

Essa é a terceira licitação pública internacional do Programa de Renovação e Ampliação da Frota do Sistema Petrobras (TP25), que tem como objetivos fortalecer a logística do Sistema Petrobras, reduzir a exposição às oscilações de fretes e aos custos com afretamentos e dar maior flexibilidade e eficiência às operações logísticas de movimentação de produtos. 

Fonte: Revista Brasil Energia