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Clippings - 22/04/15

Bacia de Campos menor na 13ª Rodada

ANP exclui águas profundas e indica apenas áreas rasas na maior província do país. A oferta de áreas em águas profundas e ultraprofundas na Bacia de Campos ficou de fora da análise para a 13ª rodada, marcada para ocorrer no fim do ano. Em nota divulgada nesta sexta-feira (20/4), a ANP informou os 11 setores terrestres e 12 offshore onde há blocos em estudo para o leilão.

A indicação do setor não implica na oferta de áreas na 13ª rodada, cujo portfólio final dependerá de decisão do governo federal. Foram selecionados 310 blocos, originalmente, mas a expectativa é de que a presidente Dilma Rousseff opte por algo entorno de 200 a 250 blocos.

Na Bacia de Campos, foram selecionados os setores SC-AR2 e SC-AR3, ambos em águas rasas em lâminas d’água inferiores a 500 metros, no Norte Fluminenses, com uma área total de 1,1 mil km². O único bloco atualmente contratado na região é o C-M-333, operado pela Petrobras, e cujo contrato de exploração está suspenso por falta de licenciamento ambiental.

Ano passado, a petroleira concluiu a devolução do C-M-145, última célula do BM-C-27, sem que fossem delimitadas novas descobertas comerciais.

Não só em Campos, mas em outras bacias offshore o licenciamento de blocos em águas rasas mostra-se mais complicado, devido à sensibilidade ambiental das regiões e os maiores riscos de contaminação de costas, em caso de incidente.

Excluindo o polígono do pré-sal, no qual o modelo de exploração é o de partilha, a Bacia de Campos tem quatro setores em água ultraprofundas (SC-AUP1, SC-AUP2, SC-AUP3 e SC-AUP4), além dos setores em águas profundas SC-AP5 e SC-AP1, que possuem áreas fora do polígono que também poderiam ser licitadas.

No SC-AR3, há 18 ativos da Petrobras descobertos entre as décadas 1970 e 1980 e que ainda produzem, em sua maioria, por meio de plataformas fixas. Em 2014, os campos renderam em média 12,5 mil barris/dia de óleo.