O Ibama realizou nesta segunda-feira (22/6) uma reunião com a Petrobras, PetroRio, Statoil, OGpar, Shell e Chevron para lançar o Plano de Área da Bacia de Campos. As companhias terão um ano para elaborar o plano, sob a coordenação do órgão ambiental.
O Plano de Área vai integrar os diversos Planos de Emergência Individuais da bacia para estabelecer as ações conjuntas a serem implementadas no caso de acidentes. O objetivo é ampliar a capacidade de resposta a incidentes e orientar as ações das companhias no caso de poluição do mar por óleo.
“O plano de área vai além das ações individuais das empresas e passa a investir na sinergia de uma atuação integrada maior, oferecendo mais segurança para o atendimento a acidentes na região”, explicou o superintendente do Ibama no Rio de Janeiro, Zilto Freitas.
Anteriormente, as companhias já haviam participado de um seminário técnico e de reuniões de alinhamento para detalhar as expectativas e as demandas necessárias para o desenvolvimento do plano. Os encontros foram mediados pelo IBP.
“É uma questão estratégica para o país, pois permite o compartilhamento de recursos e melhora a eficiência entre os operadores, incorporando a preservação ambiental”, afirmou Antônio Guimaríes, secretário-executivo do IBP.
A iniciativa também é vista com bons olhos pela Statoil, que no ano passado registrou um vazamento de água oleosa no campo de Peregrino devido a um problema durante a cimentação de poços.
“O plano será de extrema importância e estratégico para as atividades das empresas, uma vez que proporcionará uma proteção ainda maior ao meio-ambiente e favorecerá um aumento significativo da eficiência de resposta a um eventual derramamento de óleo”, informou a petroleira norueguesa.
De acordo com o Ibama, Campos será a primeira bacia a receber a iniciativa, pois é a principal região produtora de petróleo no país, mas o plano poderá ser estendido para a todas as bacias e regiões portuárias brasileiras. Em abril deste ano, a bacia de Campos produziu 1,5 milhão de barris/dia de óleo e 27,2 milhões de m³/dia de gás.
Até o momento, o órgão ambiental já aprovou quatro Planos de Área e tem mais outros 11 em fase de elaboração, todos em regiões portuárias. Atualmente, a Bacia de Campos tem 56 campos em produção e nove blocos em exploração. As áreas são operadas por Shell, Petrobras, Chevron, PetroRio, OGpar, Statoil, Total, Anadarko e BP.
A Total e a Repsol Sinopec informaram que não participaram das discussões pois, por enquanto, o plano abrange somente as companhias que já têm produção na área. Mesmo assim, a Repsol comentou que espera que o plano torne as operações offshore mais eficientes por meio do compartilhamento de informações.
Procuradas, as demais companhias operadoras de ativos em Campos não comentaram a iniciativa.