A ANP informou nesta terça-feira (3/4) que as petroleiras declararam reservas provadas (1P) de 12,835 bilhões de barris em 2017, um aumento de 1% se comparado a 2016 e uma adição líquida de 168,9 milhões de barris. O destaque foi para a Bacia de Santos, que adicionou sozinha 740 milhões de barris, um crescimento de 12%, a maior em termos absolutos.
O crescimento na Bacia de Santos foi parcialmente anulado pela queda na Bacia de Campos, onde as petroleiras perderam 515,1 milhões de barris, uma queda de quase 9%. Com exceção da Bacia Potiguar marítima, que cresceu 1,57%, todas as outras regiões offshore perderam reservas provadas de 2016 para 2017. As reservas offshore fecharam 1,82% maiores, com cerca de 218 milhões de barris a mais.
As mudanças ocorridas no volume das reservas de petróleo brasileiras são devidas à produção durante o ano, reservas adicionais oriundas de novos projetos de desenvolvimento e revisão das reservas dos campos por diferentes fatores técnicos e econômicos. Em 2017, foram produzidos no Brasil aproximadamente 957 milhões de barris de petróleo e 40 bilhões de metros cúbicos de gás natural.
Onshore
Em terra, as petroleiras declararam reservas provadas de 646 milhões de barris de petróleo, uma queda 7,65% ano a ano. A maior queda em termos absolutos e relativos registrada foi no Recôncavo, 18,87% ou 34,3 milhões de barris a menos.
Levando em conta o total de barris adicionados, Sergipe teve a maior adição líquida, com 6 milhões de barris. Em termos relativos, a Bacia do Parnaíba registrou uma alta de 200% nas reservas provadas declaradas pelas operadoras, de 62 mil para 188 mil barris de petróleo. No gás, o crescimento foi de 5,67%, para 16,5 bilhões de m3 declarados pelas companhias.
No total do ano, foram declaradas reservas de 369,918 bilhões de m3 de gás, uma queda de 2% na comparação com 2016.