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Clippings - 09/10/18

Bacia do Paraná permanece cercada de indefinições

Com histórico recente conturbado, região tem chance da virada na oferta permanente e com reservoir-to-wire

A Bacia do Paraná recebeu o primeiro poço do Brasil, ainda no final do século XIX. No século seguinte, a partir da criação da Petrobras, a companhia passou a apostar em atividades na região, principalmente entre as décadas de 1950 e 1970, com levantamentos geofísicos de magnetometria, gravimetria e sísmica 2D e 3D. Praticamente metade dos poços exploratórios que a bacia tem hoje (125) foi perfurada nesta época.

Antes mesmo da abertura do setor, petroleiras privadas chegaram a atuar na bacia por meio de contratos fechados com a Petrobras, como a BP e a Paulipetro. Hoje, no entanto, a bacia tem apenas duas operadoras, Petrobras e Petra Energia, sendo que esta última está com seus contratos suspensos.

Dos oito blocos sob concessão atualmente no Paraná, sete foram arrematados pela Petra na 12ª Rodada, mas a companhia pediu para devolver as áreas, mesmo sem ter concluído os programas exploratórios mínimos.

A Petrobras também devolveu os nove blocos arrematados na R12 no Paraná. A região tem um histórico recente conturbado, já que a Justiça Federal impediu a assinatura de contratos no estado e as técnicas de fraturamento hidráulico estão vetadas por liminares em toda a bacia, que inclui o estado de São Paulo.

Por isso, há apenas um único bloco com previsão de investimentos exploratórios, a área PAR-T-175, arrematado pela Petrobras na 14ª Rodada, em 2017. Os 13 blocos leiloados na região na 15ª Rodada não atraíram interesse de nenhuma empresa e estarão disponíveis ao mercado por meio da oferta permanente da ANP.

Ao longo dos anos, a própria ANP realizou investimentos para ampliar o conhecimento sobre o Paraná, com a coleta de cerca de 13.000 km lineares de dados sísmicos 2D; dados gravimétricos e magnetométricos; além de levantamento magnetotelúrico e processamento de dados sísmicos antigos. De acordo com a agência, a bacia é coberta por levantamentos sísmicos de reflexão.

Oferta permanente

A Bacia do Paraná tem 23 blocos no regime de oferta permanente. Aliás, essa é vista pelo governo como a grande chance de a bacia voltar a atrair o interesse do setor. Com potencial de gás, estima-se que a partir do momento que forem feitas descobertas comerciais na bacia, seja possível replicar modelo reservoir-to-wire adotado pela Eneva no Parnaíba.

Fonte: Revista Brasil Energia