A Baía de Todos os Santos passa a operar a transferência de de petróleo e seus derivados, gases liquefeitos e químicos via ship-to-ship, após aprovação da Capitania dos Portos da Bahia, o instituto ambiental Inema e a Receita Federal.
A primeira operação é do navio “STS Provider”, pela Transpetro, que foi autorizado a realizar as operações tanto atracado no Terminal de Regaseificação da Bahia como também na modalidade fundeado em uma área localizada na Baía de Todos os Santos.
As condições ambientais locais favoráveis em águas abrigadas proporcionaram a implantação do ship-to-ship, depois de mais de três anos de estudos, avaliações, simulações e operações piloto realizadas pela Petrobras e sua subsidiária Transpetro.
Com isso, a Baía de Todos os Santos passa a ser o único local do país em que é possível realizar operações STS em duas modalidades — fundeado e atracado — potencializando o surgimento de novos operadores e novos negócios.
A Área de Operações STS fundeada na BTS comporta até três operações de forma independente, com navios de até 320 mil toneladas de porte bruto (VLCC) e 23 metros de calado, conforme estudos realizados na Universidade de São Paulo (USP).
Além das facilidades naturais (profundidade, regime de maré e dimensões) e climáticas, disponibilidade operacional superior a 95%, a Baía de Todos os Santos conta com um conjunto de equipamentos para monitoramento das condições hidrográficas (seis estações para medição de corrente, altura de maré, altura de onda), meteorológicas (três estações para medição de vento, pressão, temperatura, umidade etc.), seis câmeras para o acompanhamento visual das manobras e o emprego de boias virtuais, cujas informações proporcionam maior segurança e previsibilidade no planejamento dessas operações.
A Baía de Todos os Santos possui ainda fundeadouros internos que viabilizam outras operações logísticas administrativas, como bunker, troca de tripulação, pequenos reparos, para a facilidade rotineira das embarcações.