Os valores dos contratos de afretamento para porta-contêineres entre 2.700 Teus (unidade equivalente a um equipamento de 20 pés) e 2.900 Teus chegaram a US$ 14 mil dólares por dia. Este é o nível mais alto do mercado desde o final de 2008, quando a recessão global teve início.
De acordo com os corretores, o número de embarcações deste porte está abaixo da demanda, por isso os valores dos contratos estão cada vez mais altos. A situação refletiu-se no índice ConTex, que subiu seis pontos e computou 549 pontos em 1° de julho.
Dentro deste aumento, a PIL contratou o Passat Breeze (ex-CSAV Morumbi), de 2.732 Teus em contrato de 2 meses por US$ 14 mil diários. Inicialmente, o negócio seria fechado por US$ 13.750 diários, mas o fretador fechou um preço mais alto pelo fato de a companhia navegar por áreas sujeitas a pirataria, ao longo da costa africana.
Ofertas mais recentes para este segmento incluíram o contrato da Hyundai Merchant Marine, que fechou o Irenes Remedy, de 2.824 Teus, a US$ 12.500 por dia, dentro do perãodo de 12 meses. Já a Containership Co. alugou por 140 dias o Conti Harmony, de 2.900 Teus, para a transportadora chilena CCNI por US$ 11 mil diários. Anteriormente, a TCC fretou o mesmo navio, em abril, por US$ 5.500 diários.
Para a classe Panamax, a oferta de novas embarcações é escassa. De acordo com um corretor de Hamburgo, apenas cerca de 10 navios no segmento entre 4 mil Teus e 5.800 Teus estarão livres de contratos ou serão entregues por estaleiros no restante do ano.
Por conta deste cenário, o armador alemão Norddeutsche Reeder H. Schuldt fechou contrato de afretamento com a CSCL para o Northern Precision, de 4.600 Teus, pelo perãodo de dois a quatro meses e valor um pouco abaixo US$ 21 mil por dia. A CSAV também fretou três navios de 4.100 Teus por US$ 24 mil dólares diários, por contrato válido por dois anos. Os navios negociados têm alta capacidade para carga reefer.
Em junho, a corretora Clarkson estimou que o preço para um porta-contêiner de 3.500 Teus com 10 anos de uso ficaria em US$ 31 milhões, valor l100% acima dos preços cotados no início do ano.
Os armadores também estão fretando navios para levar contêineres vazios para a Ásia, onde são cada vez mais necessários. As companhias marítimas têm se preocupado em corrigir o desequilíbrio de equipamentos com os trades requisitando mais contêineres na Ásia, fazendo com que os proprietários de embarcações procurem taxas maiores e melhores oportunidades na região, afirmou o corretor Harper Petersen.