unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 29/01/16

Baker Hughes espera aumento na contratação de serviços de perfuração no Brasil

A Baker Hughes espera aumentar seu market share no segmento de serviços de perfuração no Brasil este ano. A companhia espera que os trabalhos no país compensem a queda das atividades na América Latina. De acordo com a Baker Hughes, a curto prazo, o Brasil deve permanecer resiliente à queda na quantidade de sondas que atuam no país, devido ao setor de águas profundas.

A companhia registrou receita de US$ 428 milhões no quarto trimestre na América Latina, queda de 28% na comparação com o mesmo perãodo do ano anterior. No total de 2015, a receita latinoamericana foi de US$ 1,8 bilhão, retração de 19% na comparação anual. A Baker explicou que o maior declínio na região foi registrado no mercado andino e que o resultado foi impactado negativamente pela desvalorização das moedas.

Durante o anúncio dos resultados anuais de 2015, o CEO da Baker Hughes, Martin Craighead, informou que a empresa se beneficiou dos investimentos que fez em diversos países nos últimos anos, entre eles, o Brasil. “Se nós não tivéssemos feito os investimentos em infraestrutura que fizemos nos últimos cinco anos no Brasil, esta seria uma companhia muito diferente e este teria sido um ano muito diferente para nós”, afirmou.

Globalmente, no quarto trimestre de 2015, a Baker Hughes teve prejuízo de US$ 1 bilhão, frente ao lucro de US$ 667 milhões do mesmo perãodo em 2014. A receita da companhia entre outubro e dezembro foi de US$ 3,4 bilhões, queda de 49% na comparação anual.

No acumulado do ano, a companhia registrou prejuízo de US$ 2 bilhões, frente ao lucro de US$ 1,7 bilhão de 2014. A receita anual ficou em US$ 15,7 bilhões, retração de 36% em relação ao ano anterior.

Fusão com a Halliburton

A Baker Hughes informou que ainda não pode prever quando, ou mesmo se, a fusão com a Halliburton vai ser aprovada. A transação, anunciada no final de 2014, ainda depende do aval do Departamento de Justiça dos EUA.

Até o momento, o acordo recebeu aprovação do Canadá, Colômbia, Cazaquistão, África do Sul e Turquia. No Brasil, o Cade sugeriu a rejeição da fusão das companhias, depois de empresas como a Petrobras alegarem que a operação resultaria em maior concentração de mercado.