A Ecovix, dona do Estaleiro Rio Grande, mais um que vem sendo fortemente afetado pela crise nacional, fechou um acordo com o banco Brasil Plural para receber auxílio no processo de reestruturação. A situação do empreendimento se complicou nos últimos meses, culminando em uma paralisação realizada por 5.500 trabalhadores no final de outubro. A reclamação dos operários era a falta de pagamento das rescisões de 280 funcionários que haviam sido demitidos.
A situação crítica do Ecovix é mais um reflexo da dura realidade que se abateu sobre o Polo Naval de Rio Grande, com milhares de demissões ocorrendo desde o ano passado, também relacionadas ao estaleiro QGI.
Além disso, outros estaleiros pelo país vêm vivendo o mesmo drama, como é o caso do Brasfels, que demitiu 1.500 pessoas nas últimas semanas, o do Eisa, que fechou as portas nesta segunda-feira (14), e do Enseada, que soma mais de 5 mil demissões no Rio e na Bahia desde o final de 2014.
As informações que circulam sobre o Ecovix indicam que o estaleiro não tem dinheiro para o pagamento dos funcionários e de empresas terceirizadas, o que levou à última paralisação, por conta de atrasos em repasses de contratos e pela situação da sua controladora Engevix, afetada pela Operação Lava Jato.
O Ecovix havia recebido a encomenda de seis cascos dos FPSOs replicantes da Petrobrás – num contrato avaliado em US$ 3,46 bilhões -, mas ainda vem tendo dificuldades para finalizar as primeiras embarcações. A P-67, por exemplo, foi encaminhada para finalização na China depois de um ano de atraso na obra, sendo que a P-69 também será feita em solo asiático.