Há algum tempo, o presidente Lula anunciou que a Petrobras iria precisar de 146 barcos de apoio – sem contar o Pré-Sal, que deverá elevar o total para 200 unidades. O custo médio desses barcos é de US$ 40 milhões e há caso de barcos de mais de US$ 150 milhões, devido a sofisticados equipamentos.
Pois, este ano, houve alguma decepção, uma vez que, em vez de 24 unidades, a Petrobras licitou apenas 13 – deixando 11 de fora. Agora, no entanto, a empresa anuncia mais 24 e, portanto, volta a estimular o setor.
Nunca é demais repetir que o sistema usado é excelente: a Petrobras licita, por menor valor, o aluguel de barcos e o vencedor, de posse do contrato, tem facilidade junto aos estaleiros e ao Fundo de Marinha Mercante e BNDES/Banco do Brasil. Assim, em vez de se estatizar, incentiva-se a formação e expansão de grupos privados. E mais: não há oligopólio, pois qualquer grupo estrangeiro é admitido, desde que crie empresa no Brasil – nem que seja com capital integralmente estrangeiros.