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Clippings - 28/05/10

Barnabé-Bagres não será do tamanho projetado

Segundo presidente do porto, máximo aproveitável deve ficar em 6 milhões de metros quadrados.

O projeto de expansão do Porto de Santos, conhecido como Barnabé-Bagres, não será do tamanho que se imagina, com área total de 8 milhões de metros quadrados – quase a mesma dimensão do porto hoje. A afirmação é do presidente da Codesp, estatal que administra o complexo, José Correia Serra (na foto). De acordo com ele, 6 milhões de metros quadrados é o máximo potencialmente aproveitável para operação portuária, conforme um dos cenários previstos por um estudo ofertado à Autoridade Portuária. Outros dois levantamentos apontam potenciais mais restritos – 2,9 milhões de metros quadrados e 4 milhões de metros quadrados de utilização.

Daquele tamanho ali (aponta para uma foto aérea da região) é inviável, tanto sob o ponto de vista ambiental, quanto sob o ponto de vista de engenharia, afirmou Serra em entrevista ao Guia Marítimo. A área é de mangue, há dificuldade de estaqueamento e existem entraves de acesso, lista – Barnabé-Bagres fica na região continental de Santos.

Três empresas – Ralc, Triunfo e Santos Brasil – apresentaram cenários para exploração de Barnabé-Bagres, considerada área de expansão natural de Santos, apesar de compreender terrenos que não pertencem à Codesp.

Os desenhos são diferentes entre si e apontam vocações distintas para a área. A Santos Brasil apresentou um projeto para granel sólido e carga geral diversificada. Ela fez um múltiplo uso, na verdade o projeto não guarda compatibilidade com os interesses da própria Santos Brasil, explicou.

Já a Triunfo moldou o terminal para granéis sólidos e líquidos e retroárea para contêiner. E a Ralc potencializou a operação de etanol e indústria naval, com seus desdobramentos.

Atualmente a Codesp está finalizando o PDZ (Plano de Desenvolvimento e Zoneamento) do porto que incluirá a visão da estatal sobre a vocação da área. É possível agregar todas essas ideias. Há potencialidade muito grande para indústria naval, supply boat, offshore, reparos. São atividades que não existem no Porto de Santos e nós perdemos muito por isso.