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Clippings - 10/05/13

Barra Energia já investiu US$ 470 milhões e atrai chineses.

Empresa desperta interesse da China National Petroleum Corporation (CNPC). Cobiçada pela China National Petroleum Corporation (CNPC), a Barra Energia já soma investimentos de US$ 470 milhões no Brasil desde que comprou seu primeiro ativo no país, justamente uma fatia de 10% da Shell no bloco BM-S-8 no pré-sal de Santos, em 2011. O principal executivo da Barra Energia, Renato Bertani, não comenta a informação de que os donos da empresa – basicamente os fundos First Reserve e Riverstone – tenham recebido oferta de US$ 2 bilhões da CNPC. Não comentamos especulações, disse Bertani ao Valor, de Houston, na resposta tradicional em casos como esse.

A Barra, uma companhia de capital fechado, foi criada em 2011. Em julho daquele ano pagou US$ 175 milhões pelos 10% do BM-S-8 e, em setembro, investiu US$ 157 milhões para comprar 30% do BS-4, também na Bacia de Santos, da Chevron e Shell.
Bertani informou que o investimento de US$ 470 milhões incluí as duas aquisições (que somam US$ 332 milhões) e o aporte na perfuração do poço descobridor do campo gigante Carcará, encontrado pela Petrobras (operadora do BM-S-8) em março do ano passado e que parece ser o ativo mais valioso do portfólio da companhia.

Se concluída a negociação com a CNPC, estimada em US$ 2 bilhões, vai representar um prêmio equivalente a mais de quatro vezes o que os dois fundos investiram. Quando a Barra foi criada, o diretor-geral do First Reserve Corporation, Will Honeybourne, explicou ao Valor que seu fundo e o Riverstone colocariam à disposição da companhia US$ 500 milhões cada um, e outros fundos colocariam mais US$ 200 milhões, elevando para US$ 1,2 bilhão o potencial de aportes na companhia.

Na época, Honeybourne explicou que a decisão de investir no Brasil se devia à economia forte, regime regulatório estável e um bom acesso à infraestrutura, além da existência recursos naturais relativamente inexplorados.

Sobre os aportes previstos inicialmente, que ajudam a entender o quanto a companhia tem no caixa, Bertani explicou que se trata de um compromisso firme de investimento de até US$ 1,2 bilhão, o que não significa que a diferença entre o que foi investido e o que está ainda disponível esteja no caixa da companhia.

As notícias de venda da Barra tornam indefinida a participação da companhia na 11ª Rodada da Agência Nacional de Petróleo (ANP), marca para acontecer na semana que vem.

A notícia sobre o interesse da companhia chinesa na petrolífera brasileira ajudou a Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), que tem participações idênticas às da Barra nos dois blocos – o BM-S-8 e o BS-4, na Bacia de Santos. As ações da QGEP subiram 7,39%, fechando o dia cotadas a R$ 12,20 no pregão de ontem.