O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou ontem as novas políticas operacionais da instituição e informou que prorrogou até dezembro sua linha de crédito para capital de giro, o BNDES Giro.
Segundo o banco de fomento, a prorrogação visa suprir a necessidade de capital das empresas, principalmente dos micro e pequenos negócios, “de modo a garantir a continuidade de suas operações e apoiar a manutenção e criação de postos de trabalho no momento de recuperação da economia”. “As empresas ainda estão muito endividadas, com dificuldade de se financiar”, disse o diretor de Planejamento do BNDES, Carlos Da Costa.
A dotação orçamentária da linha é de R$ 32 bilhões, sendo R$ 27 bilhões para operações indiretas e R$ 5 bilhões para operações diretas.
Por outro lado, ao fazer ajustes na política operacional de crédito, o banco desfez parte das restrições impostas no início de 2017, ainda na gestão de Maria Silvia Bastos Marques.
Agora, a instituição pode financiar, por meio da linha BNDES Finame, até 100% do valor de máquinas e equipamentos adquiridos por micro, pequenas e médias empresas. Para os demais produtos, a participação do BNDES no financiamento a esses negócios pode chegar a até 80%. “A gente tem certeza que essa modificação, que parece pequena, vai ter um impacto muito grande no caminho da inovação da PME brasileira”, afirmou Costa.
Essa mudança foi possível, segundo o diretor do banco, por causa da convergência entre a taxa básica de juros (a Selic, hoje em 7% ao ano) e os juros da instituição de fomento. A nova TLP foi fixada, em janeiro, em nível próximo aos 6,75% da TJLP, taxa de juros que valeu até dezembro.
Contas públicas
Carlos Da Costa reiterou, ainda nesta quinta-feira (11), a posição do diretor financeiro da instituição de fomento, Carlos Thadeu de Freitas, de que o banco está trabalhando para devolver R$ 130 bilhões este ano ao Tesouro Nacional.
Segundo Costa, ainda não há uma data para as devoluções, mas é possível que o BNDES estabeleça um cronograma para devolver os recursos, em vez de passá-los ao Tesouro de uma vez. Conforme Costa, a devolução é compatível com as projeções de desembolsos para o acumulado deste ano.
Fonte: DCI