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Clippings - 01/04/24

BNDES espera aumento dos desembolsos do FMM num horizonte de 2 anos

Arquivo/Divulgação

Chefe do departamento de logística do banco destacou crescimento previsto para hidrovias e reaquecimento do apoio offshore como potenciais gatilhos de investimentos ligados à construção naval

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) espera que os volumes de desembolsos para a indústria naval cresçam significativamente num horizonte de dois anos, diante das projeções do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). O banco, principal agente financeiro do Fundo da Marinha Mercante (FMM), tem uma carteira ligada ao setor de navegação, portos e hidrovias. A expectativa leva em conta o aquecimento das atividades de petróleo e gás, além da expansão da logística pelo Arco Norte e da possibilidade de financiamento para infraestrutura aquaviária, aberta no final de 2022.

O chefe do departamento de logística e transporte do BNDES, Tiago Toledo Ferreira, avalia que a redução dos desembolsos, nos últimos anos, reflete os movimentos históricos da construção naval de oscilar entre ciclos de altas e baixas nas demandas. A percepção, no entanto, é de que a carteira hoje é bem maior do que os agentes estão desembolsando. “Com o crescimento que teremos das hidrovias e com algumas ações de apoio offshore teremos gatilhos de investimentos ligados à indústria naval”, afirmou Ferreira.

“O momento é de ajuste setorial e enxergamos que estamos diante de um novo ciclo. Esperamos que essa carteira de desembolsos esteja com uma visão bem maior daqui a dois anos e bem mais relevante frente ao que temos na carteira ativa hoje. É nossa aposta dentro do ciclo de investimentos que vislumbramos”, disse na última terça-feira (26), durante o evento Sul Export, em Santa Catarina.

O desafio, segundo Ferreira, é ter bons projetos, com adequado equacionamento de risco, para que possam ser financiáveis e tenham atratividade para o investidor. Ele lembrou que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) vem preparando um diagnóstico dos níveis de conversão das autorizações para terminais de uso privado (TUPs) em investimentos para implementação dessas instalações. Ele acrescentou que o BR do Mar (Lei 14.301/2022) possui um ‘espírito positivo’ de ampliação do modo marítimo que ainda precisa ser viabilizado.

Ferreira citou algumas operações recentes para a construção de rebocadores azimutais e a aquisição de 12 balsas para uma operadora logística do Arco Norte. “Temos trabalhado com grandes e médias empresas da região (Norte). Esperamos, quando retornar, colocar empresas de navegação interior da região Sul”, projetou. Ele também mencionou um projeto de financiamento para aumento de capacidade na hidrovia Tietê-Paraná, com implantação de eclusas e barragens, aproveitando a potencialidade da região para a navegação fluvial.