unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 30/03/15

Bônus mínimo da 13ª rodada deve cair

Queda no preço do barril, Operação Lava Jato e capacidade da indústria fornecedora vão balizar preços mínimos dos blocos no leilão.

A queda do preço do barril, a operação Lava Jato e a capacidade de fornecimento da indústria de bens e serviços vão influenciar a estrutura que está sendo montada pelo governo federal e pela ANP para a 13a rodada de licitações, que tem previsão de acontecer ainda em 2015. Para tornar áreas atrativas econômicamente em um cenário de alta do dólar e queda no preço barril, a ANP pode reduzir os preços dos bônus mínimos da concorrência, contou nesta sexta-feira (27/3) o secretário de Petróleo e Gás do MME, Marco Antonio Almeida Martins, que participou de evento na Firjan, no Rio de Janeiro.

“O bônus mínimo pode ser menor, mas o bônus efetivo não deve cair”, estimou. Sem precisar um mês, o dirigente afirmou que o leilão deve ficar “mais para o final do ano”, mas o setor tomará conhecimento das áreas daqui a um ou dois meses.

No último leilão com blocos exploratórios offshore, a 11a rodada, a ANP arrecadou R$ 2,4 bilhões em bônus de assinatura. Foi um recorde. O bloco exploratório FZA-M-261, na Bacia do Foz do Amazonas, tinha o maior bônus. Quem quissesse arramatar a área teria que pagar pelo menos R$ 13,6 milhões. Acabou não recebendo nenhuma oferta na concorrência.

Já a Bacia de Pernambuco-Paraíba foi a região offshore que teve o menor valor de bônus mínimo na concorrência. A empresa interessada em arrematar áreas na bacia teria que desembolsar pelo menos R$ 128 mil pelos blocos PEPB-M-459 e PEPB-M-567. Nenhuma das duas áreas também recebeu oferta. “Teriamos condição de fazer ela (13a rodada) agora, mas teremos uma rodada mais robusta no fim do ano”, afirmou Almeida.

O secretário do MME confirmou que serão ofertadas áreas onshore e offshore, nesse caso, com foco na Margem Leste, que se estende do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Também foram incluídas acumulações inativas apresentadas ao mercado em agosto. Nesta lista tinha, ao todo, dez áreas onshore, com diferentes perfis e distribuídas nas bacias do Recôncavo (4), Espírito Santo (3), Tucano Sul (1), Paraná (1) e Barreirinhas (1).

Nesta semana, a assessora de Diretoria da ANP, Heloise Costa, comentou que “90% dos trabalhos” para realização da rodada estão concluídos. A ANP está terminando as revisões nas minutas de edital e contrato, etapa necessária para a publicação das áreas.