O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo (Abeam), Ronaldo Lima, impressionou a diretoria da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) com exposição que lhes fez, em Brasília. Ele mostrou que os barcos de apoio a plataformas de petróleo são os maiores responsáveis pelo boom dos estaleiros, mesmo ante a concorrência dos grandes navios da Transpetro. Apesar do nome barco, seu preço médio é de US$ 50 milhões e há unidades que chegam a superar US$ 150 milhões. E existe muito espaço a ser ocupado. Operam no Brasil 250 dessas unidades, das quais 140 brasileiras.
Por lei, a preferência é de brasileiros, mas tão cedo os estrangeiros não serão afastados, porque, apesar dos altos investimentos dos nacionais, o mercado continua a crescer, o que garante lugar para estrangeiros, observou. Lembrou não haver favoritismo no setor, porque empresas de capital totalmente estrangeiro podem operar no Brasil, com todos os direitos, desde que façam navios no País e usem marítimos brasileiros. A competição, assim, ocorre em igualdade de condições e estimula a concorrência. Segundo Lima, a estimativa do presidente Lula de que seriam construídos 146 barcos de apoio nos próximos anos está defasada, para alguns.