Uma drástica queda nas importações petrolíferas reduziram em novembro o déficit comercial dos Estados Unidos ao nível mais baixo em quatro anos, em mais um sinal de que o país caminha para a independência energética.
O déficit caiu 12,9%, para US$ 34,3 bilhões, o menor desde outubro de 2009, segundo dados do Departamento do Comércio.
As importações de petróleo tiveram seu desempenho mais fraco em três anos, influenciadas por avanços na extração doméstica a partir do gás de xisto – que devem levar o país a se tornar o maior produtor mundial de petróleo em 2015. A queda nas compras externas desse setor ofuscou a demanda recorde por carros, autopeças e bens de capital importados. Isso indica que os gastos dos consumidores americanos estão ganhando fôlego.
As importações totais em novembro caíram 1,4% em relação a outubro, chegando a US$ 229,1 bilhões. As exportações, por sua vez, bateram recorde e chegaram a US$ 194,9 bilhões, em comparação a US$ 193,1 bilhões em outubro. A melhora da economia na Europa e da Ásia contribuiu para a recuperação do setor industrial americano.
A tendência de maior produção doméstica de combustível está em andamento e vai ficar ainda melhor, disse Chris Low, economista-chefe da FTN Financia, em Nova York. A energia é o grande ponto, mas há outras tendências aqui. O fato de que a recessão europeia está terminada é uma das coisas mais importantes para o comércio americano e para a indústra americana neste ano.