
A Rystad Energy identificou mais de 200 projetos cuja produtividade pode aumentar com a implementação de boosting submarino. A maioria dos candidatos está localizada nos EUA, contabilizados em cerca de 50. Outros países no ranking são: Brasil, Angola, Noruega, Reino Unido, Guiana, Nigéria, Gana, Malásia e Suriname.
As dez companhias que operam os projetos identificados pela Rystad são Petrobras, com o maior número de projetos, seguida por ExxonMobil, Shell, Equinor, Chevron, Eni, LLOG (opera no Golfo do México), Murphy Oil e Apache. Cerca de 50% dos projetos identificados são campos maduros, “onde o quão mais rápido for aplicado o boosting submarino, maior será o impacto positivo”, ressaltou.
Segundo a consultoria, em nota na sexta-feira (12/2), o crescimento de reservas recuperáveis dos 100 primeiros projetos é de em média 61 milhões de barris de óleo cada, com variações altas a depender de seu tamanho e localização.
Para cada barril extra de óleo produzido por meio de boosting, operadores podem esperar lucro de em média US$ 11,3. O custo médio para implementação dessa solução é de cerca de US$ 475 milhões com variações de acordo com as características dos projetos, segundo a Rystad.

Embora o boosting submarino seja considerado a tecnologia mais madura entre as ferramentas de processamento submarino, ela ainda não é adotada amplamente, pontuou a Rystad. Desde 1993, quando a OneSubsea instalou a primeira bomba para boosting em plataforma da Shell na Noruega, apenas outros 50 projetos instalaram o equipamento no mundo, informou.
De acordo com a Rystad, uma das principais razões para a baixa adoção desses equipamentos está relacionada à confiabilidade dessas unidades, com o tempo de inatividade operacional sendo um problema crítico durante os primeiros anos da tecnologia, já que qualquer intervenção requereria embarcações especializadas e sondas de perfuração. “No entanto, com o avanço da tecnologia, a confiabilidade das unidades submarinas aumentou nos últimos anos”, declarou.
Fonte: Revista Brasil Energia