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Clippings - 21/07/16

BP enxerga Brasil como protagonista fora da Opep

A BP acredita que os projetos em águas profundas no Brasil serão uma das principais fontes de crescimento da produção fora da Opep nos próximos anos. Em uma conferência pelo LinkedIn feita na manhí desta quarta-feira (20/7), o Economista Chefe da petroleira, Spencer Dale, ainda citou os Estados Unidos e o Canadá como protagonistas fora do cartel.

Dale acredita que, até 2019, o preço do barril será influenciado principalmente pelo aumento nos estoques globais, a velocidade e a extensão com que os EUA conseguirão aumentar a produção e pela queda nos investimentos.

“Acreditamos que o mercado voltará a se reequlibrar no ano que vem e que o excesso de estoques diminuirá, em parte porque a significativa queda nos investimentos impactará a produção fora da Opep. Isso pode fazer com que o mercado de óleo e gás se retraia excessivamente nos próximos anos”, explicou Dale.

Apesar de a redução nos investimentos das petroleiras ter sido parcialmente compensada pela queda dos custos, o diminuição do capex das petroleiras terá efeitos sobre o crescimento da produção, afetando o setor por pelo menos mais quatro anos.

“A produção em médio prazo dependerá do preço do barril e das mudanças de custos, produtividade e dos regimes fiscais de cada país”, afirmou o analista.

De acordo com o BP Statistical Review of World Energy, publicado no mês passado, as reservas provadas de óleo brasileiras correspondiam, no fim de 2015, a 0,8% do total das reservas mundiais, com um volume de 13 bilhões de barris.

O relatório demonstrou que o Brasil foi o país com a maior queda nas reservas no ano passado, com uma retração de 3,2 bilhões de barris no ano passado em relação 2014, quando o país tinha 16,2 bilhões de barris.