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Clippings - 16/04/18

BP mira crescimento no downstream e upstream brasileiros

Nos quase seis meses passados entre a assinatura da carta de intenções com a Petrobras para buscar novas oportunidades de negócios, em outubro de 2017, e o memorando de entendimento formalizando a parceria com a estatal na quinta-feira (12/04), a BP Energy tomou importantes decisões de investimento no Brasil.

Na 3ª Rodada de partilha da produção, realizada no fim de outubro do ano passado, a britânica arrematou as áreas de Peroba, em parceria com a Petrobras e a CNODC, e de Alto de Cabo Frio Central, novamente com a companhia brasileira como operadora.

Os ativos foram os primeiros adquiridos pela BP desde 2013, quando a companhia arrematou oito blocos exploratórios durante a 11ª Rodada de concessões da ANP – todos eles na Margem Equatorial.

Um mês depois do leilão, a petroleira anunciou a formação de uma joint venture com a Copersucar para operar um terminal de armazenamento de etanol em Paulínia, no estado de São Paulo.

A BP produz biocombustíveis no Brasil desde 2008, quando se tornou sócia da Tropical Bioenergia, em Goiás, e possui hoje participação integral em três usinas de produção de etanol, duas em Goiás e uma em Minas Gerais.

A atuação da BP na área de combustíveis no país também se dá por meio da NFX, parceria formada em 2013 com a Prumo Logística para importar, exportar, vender, distribuir e comercializar combustíveis marítimos. A empresa também tem fornece combustível de aviação pela Air BP.

Em discurso na embaixada brasileira do Reino Unido, durante a formalização do acordo com a Petrobras, no último dia 10, o presidente de Upstream da companhia, Bernard Looney, disse que a empresa quer ampliar seus negócios de lubrificantes e querosene de aviação no Brasil.

“E, o que é mais relevante para o evento de hoje, nós vemos o Brasil como um lugar onde podemos construir um negócio de upstream competitivo na área de óleo e gás com nossos parceiros”, assinalou.

Atualmente, a BP possui participação em 20 blocos no país, sendo seis na Foz do Amazonas, seis na Bacia Potiguar, quatro em Campos, três em Barreirinhas e um em Santos.

Em apenas dois ativos, localizados na Foz (FZA-M-59) e em Barreirinhas (BAR-M-346), ela é operadora, mas as atividades de perfuração nesses locais ainda dependem da emissão de licença ambiental do Ibama.

De acordo com dados da ANP, a BP perfurou 15 poços no Brasil entre 2001 e 2013. As campanhas foram conduzidas nas bacias Potiguar, da Foz do Amazonas, Campos e Camamu.

Somente dois deles (C-M-471 e C-M-473), na Bacia de Campos, foram classificados como portadores de petróleo, sendo que o último foi abandonado definitivamente por questões logísticas.

O desempenho não parece, contudo, desanimar a companhia britânica. “Existe um ditado brasileiro que diz ‘A casa é sua’, e nós temos nos sentido totalmente em casa no Brasil. Esperamos seguir trabalhando no país por muitos anos”, concluiu Looney.

Fonte: Revista Brasil Energia