A BP planeja aumentar a produção em 500 mil boe/dia até o final de 2017, crescimento de 25% em relação ao atual patarmar. Até 2020, a expectativa é conseguir ampliar a produção em 800 mil/dia, informou a petroleira durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre deste ano nesta terça-feira (26/7).
Durante o segundo trimestre de 2016, a produção da empresa britânica foi de 2,09 milhões de boe/dia, queda de 1% em relação ao mesmo perãodo do ano passado. Já no acumulado do primeiro semestre do ano, a média foi de 2,26 milhões de boe/dia, alta de 2,3% na comparação anual.
“Estamos fazendo melhorias significativas que permanecerão independentemente do preço do barril. Vemos um futuro mais forte para a BP e estamos focados no crescimento, tanto para a década atual quanto para a próxima”, afirmou Bob Dudley, CEO da companhia.
A BP conseguiu levantar US$ 1,9 bilhão com desinvestimentos no primeiro semestre deste ano. A empresa pretende obter de US$ 3 bilhões a US$ 5 bilhões com a venda de ativos em 2016 e outros US$ 3 bilhões por ano a partir de 2017. Entre 2014 e 2015 a petroleira já havia arrecadado US$ 10 bilhões com a venda de ativos.
De acordo com a companhia, o objetivo é que os desinvestimentos financiem as multas e obrigações relacionadas ao acidente com a sonda Deepwater Horizon no Golfo do México, em 2010, além de ajudar a empresa a enfrentar a atual baixa no preço do barril de petróleo.
Resultados
No segundo trimestre, a BP registrou prejuízo de US$ 1,4 bilhão, frente às perdas de US$ 5,8 bilhões do mesmo perãodo do ano passado. As receitas de abril a junho somaram US$ 47,3 bilhões, diminuição de 25% em relação ao faturamento de US$ 63,2 bilhões registrado nos mesmos meses de 2015.
No acumulado do primeiro semestre, o prejuízo da petroleira foi de US$ 2 bilhões, ante perdas de US$ 3,2 bilhões no primeiro semestre do ano passado. Nos seis primeiros meses de 2016, a BP faturou US$ 86,4 bilhões, queda de 28% na comparação com os US$ 119,4 bilhões do primeiro semestre de 2015.
Atualmente, a BP tem participação em 21 blocos no Brasil, nas bacias de Barreirinhas, Campos, Foz do Amazonas, Parnaíba e Potiguar.