A BP registrou prejuízo de US$ 5,8 bilhões no segundo trimestre. Nos seis primeiros meses do ano, a empresa acumula um prejuízo de US$ 3,2 bilhões, já que no primeiro trimestre obteve lucro de US$ 2,6 bilhões. O resultado reflete o acordo recentemente firmado com entidades governamentais dos EUA para pagamento de mais de US$ 18 bilhões em indenizações por conta do vazamento da Deepwater Horizon no Golfo do México, em 2010.
A queda de quase 40% no preço do barril de petróleo desde o ano passado também contribuiu para a redução dos ganhos da companhia, que faturou US$ 61,8 bilhões no trimestre – queda de 36% em relação ao mesmo perãodo do ano passado.
A produção de petróleo e gás (excluindo-se a Rússia) caiu 1,7% na comparação trimestral, ficando em 2,1 milhões de boe/dia. O lucro da BP no upstream no segundo trimestre foi de US$ 490 milhões, queda de 19% em relação ao trimestre anterior e de 90% sobre o mesmo perãodo de 2014, quando lucrou US$ 4,7 bilhões
Segundo a companhia, a queda do lucro em E&P ante o trimestre anterior foi motivada pela redução do valor de ativos de exploração e outros custos na Líbia, o que gerou perdas de US$ 600 milhões. Em relação ao segundo trimestre do ano passado, o resultado refletiu menores realizações de líquidos e gás e maiores reduções no valor de ativos de exploração.
No downstream, o lucro da BP caiu aproximadamente 15% ante o primeiro trimestre, ficando em US$ 1,9 bilhão. Em relação ao segundo trimestre de 2014, quando a companhia lucrou US$ 730 milhões, o resultado representa aumento superior a 60%.
Mantendo a previsão feita no último trimestre, a petroleira planeja investir menos de US$ 20 bilhões em 2015, ante uma média de US$ 25 bilhões nos últimos anos. “Os custos offshore estão se reduzindo rapidamente. Isso nos dá confiança para manter um menor nível de capex no médio prazo, sem que isso afete nossas perspectivas de crescimento”, disse o CEO da BP, Bob Dudley.
Desinvestimentos
Dos US$ 10 bilhões em desinvestimentos previstos pela BP para o ano, US$ 7,4 bilhões já estão acertados. O total desde 2010 chega a US$ 45 bilhões, excluindo-se os US$ 26 bilhões associados à venda de participação na TNK-BP, em 2013.
Rosneft
O presidente da BP no Brasil, Guilhermo Quintero, assumiu uma cadeira no Conselho de Administração da Rosneft em junho. Ele é o segundo executivo da petroleira no conselho, junto ao CEO Bob Dudley.