Em cinco meses foram 23 pedidos; Reporto impulsiona renovação.
Divisão brasileira da holding Terex para equipamentos portuários de pequeno e médio portes, a Equiport já tem encomendadas 23 máquinas em cinco meses de atuação no País. O maior volume de pedidos (20 deles) é de reach stackers – empilhadeiras muito utilizadas nos pátios dos terminais e portos do Brasil, afirma o gerente Comercial Elisio Garcia. Os principais pedidos foram feitos por empresas que operam em Santos, Rio de Janeiro, Suape e Itajaí.
O País tem uma demanda reprimida grande de equipamentos de carga portuária e alguns portos não contam com estrutura para receber equipamentos robustos como portêineres. Além disso, o custo-benefício das reach stackers é muito atrativo, diz Garcia, que estima crescimento de 10% nos pedidos brasileiros de máquinas Terex neste ano.
Outro fator que explica o aquecimento dos pedidos são os programas de incentivo tributário para importação de máquinas com vistas à modernização portuária. Os terminais retroportuários conseguem adquirir as reach stackers no âmbito do ex-tarifários (produtos que gozam de redução no imposto de importação). A alíquota cai de 14% para 2%.
Além disso, o Reporto – programa do governo federal que suspende IPI, Pis-Pasep, Cofins e Imposto de Importação na compra de máquinas para os terminais marítimos – está completando cinco anos. Pela legislação, se a empresa se desfizesse do equiapamento antes desse perãodo, perdia o benefício. Conclusão: Muitos terminais estão aproveitando a data para renovar seus parques, explica Garcia.
Com o euro cotado entre R$ 2,20 e R$ 2,23, uma reach stacker chega ao Brasil por menos de R$ 1 milhão, já com os impostos pagos – no caso de terminais retroportuários. Para os terminais marítimos que contam com o Reporto, o preço fica em pouco mais de R$ 700 mil, finaliza.