Levantamento da BE Petróleo mostra em que bacias estão esses ativos, lâmina d’água e empresa operadora
Na próxima semana o governo brasileiro leiloará quatro novas áreas do polígono do pré-sal, durante a 5ª rodada de licitações da ANP: Saturno, Titã, Pau-Brasil e Sudoeste de Tartaruga Verde. Se todas elas forem arrematadas, o Brasil chegará a 146 blocos marítimos sob concessão ou adquiridos pelo modelo de partilha da produção.
Os 142 ativos hoje sob operação estão localizados em 14 bacias, sendo 24 em Campos. Os demais se distribuem pelas bacias de Barreirinhas, (18), Santos (17), Potiguar (15), Sergipe-Alagoas (15), Espírito Santo (12), Foz do Amazonas (10), Jequitinhonha (7), Ceará (5), Pará-Maranhão (5), Camamu (4), Pelotas (4), Pernambuco-Paraíba (4) e Almada (2).
A grande maioria dos blocos no offshore brasileiro está localizada em águas profundas ou ultraprofundas: são 131 no total. Os demais estão em águas rasas, sendo nove em lâminas d’água entre 100 m e 400 m e dois entre 0 m e 100 m.
As bacias de Barreirinhas, Santos, Sergipe-Alagoas e Foz do Amazonas são as únicas onde há blocos de águas rasas. Na primeira estão seis ativos (BAR-M-292, BAR-M-293,BAR-M-313, BAR-M-314, BAR-M-387, BAR-M-388); na segunda, um (S-M-1537); na terceira, um (BM-SEAL-9) e na última, três (ZA-M-254, FZA-M-320, FZA-M-539).
Petrobras opera quase metade dos blocos offshore
A Petrobras é a operadora praticamente 50% dos blocos marítimos no país, respondendo por 66 ativos, sendo que apenas um deles – o BM-SEAL-9, em Sergipe – está em águas rasas.
A Shell aparece na sequência, com 15 blocos operados, um deles (BAR-M-388) em águas rasas. Logo depois estão a ExxonMobil (14), Equinor (7), Total (6) e BP Energy, com áreas somente em águas profundas ou ultraprofundas.
As demais operadoras de ativos offshore são a Chariot (4), Wintershall (4), QGEP (3), Repsol Sinopec (3) Anadarko (2), Brasoil (2), Chevron (2) Ecopetrol (2), Niko Brasil (2), Premier Oil (2), CNOOC (1), Karoon (1) e Ouro Preto O&G (1).
Bloco “anfíbio” em Barreirinhas
O bloco BM-BAR-3, na Bacia de Barreirinhas, é o único cuja localização é classificada pelo governo como “Terra e mar”. O ativo foi arrematado pela Petrobras na quarta rodada da ANP.
Fonte: Revista Brasil Energia