unitri

Filtrar Por:

< Voltar

Clippings - 15/03/24

Brasil deve avançar na regulação do hidrogênio para viabilizar fertilizantes verdes, diz diretora do BNDES

Brasil precisa avançar na regulação do hidrogênio para viabilizar produção de fertilizantes verdes, diz diretora do BNDES (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciana Costa (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

RIO — O Brasil precisa avançar na regulação do hidrogênio de baixo carbono para viabilizar a produção de fertilizantes nitrogenados verdes no país, segundo a diretora de Infraestrutura, Transição Energética e Mudança Climática do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciana Costa

Ela destacou que o mercado interno deve absorver o hidrogênio verde produzido no país, dados os desafios tecnológicos e de preço para a exportação. Nesse contexto, a produção de fertilizantes deve ser um dos destinos para o hidrogênio nacional. 

“A janela de oportunidade que o Brasil tem agora não se abre há muito tempo”, afirmou em participação no evento Agenda Setorial no Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (13/3). 

Segundo Costa, o Brasil importa cerca de 95% dos fertilizantes nitrogenados que consome, sendo que um terço do custo desses produtos correspondem à logística. 

“Podemos usar parte desse custo logístico para fazer com que o hidrogênio verde e o fertilizantes nitrogenados fiquem viáveis no Brasil”, disse. 

A diretora do BNDES indicou ainda que eventuais investimentos em hidrogênio podem fazer parte dos projetos de inovação do banco. 

“Temos que fazer contas. Para o biometano, por exemplo, a conta já fecha, financiamos três projetos no ano passado, que são super resilientes”. 

Nesse contexto, Costa acrescentou que ainda é difícil financiar projetos de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF, na sigla em inglês), mas apontou que o avanço de mandatos para descarbonização pode eventualmente ajudar a viabilizar desembolsos para esse segmento.

A partir de 2027 o setor aéreo vai passar a passar a ter um esquema de compensação de emissões obrigatório, o Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation (Corsia).

“Para o SAF, vai ser a médio prazo. Para fazer a conta fechar, as políticas públicas e a própria organização do mercado podem ajudar”, disse. 

Fonte: EPBR